Oxímetro vira arma de cidades e estados contra o coronavírus

Cerca de 20% da população de Campinas e de Curitiba vem sendo monitorada em uma campanha para identificar precocemente a falta de oxigênio que a infecção pelo novo coronavírus muitas vezes provoca, levando os doentes a precisarem de tratamento intensivo ou à morte.
Cidades como Porto Alegre e Sorocaba, também preparam-se para adotar o programa, assim como o Paraná, que servirá de piloto para levar a campanha a outros estados.
Promovido pelo Instituto Estáter e pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Projeto Alert(ar) pretende disseminar a oximetria proativa nessa fase da epidemia, sobretudo entre os idosos.
A campanha surgiu da constatação de que as chances de recuperação são muito maiores quando os doentes são tratados antes de terem os pulmões severamente comprometidos pela Covid-19 –daí a necessidade de medir frequentemente, com oxímetros, a taxa de oxigênio no sangue.
Apesar de não sentirem dificuldade para respirar, muitos infectados apresentam queda perigosa no nível de oxigenação. No jargão médico, a chamada hipóxia silenciosa pode tornar irreversível, e em pouco tempo, o quadro pulmonar.
Em Campinas, no interior de São Paulo, toda a região de Ouro Verde, com cerca de 230 mil habitantes, foi incluída no programa, com o engajamento dos agentes comunitários e a disponibilização de centenas de novos oxímetros.
Segundo o secretário de Saúde de Campinas, Cármino Antonio de Souza, a partir dos resultados da iniciativa, a ideia será ampliar seu alcance para todo o município.

Do Folhapress

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