Fibrose Cística: Uma doença hereditária que precisa ser divulgada

A Fibrose Cística (FC), também conhecida como Doença do Beijo Salgado ou Mucoviscidose, é uma doença genética crônica que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. Neste sábado (05.09) é comemorado o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, por conta disso, a Unimed Petrópolis faz um alerta sobre a identificação precoce dos sintomas desta doença que atinge cerca de 80 mil pessoas em todo mundo, e é a doença genética grave mais comum da infância.
Segundo o pneumologista da Unimed Petrópolis, Ruy Kux, a doença produz um muco espesso que leva ao acúmulo de bactéria e germes nas vias respiratórias, podendo causar inchaço, inflamações e infecções como pneumonia e bronquite, trazendo danos aos pulmões. Esse muco também pode bloquear o trato digestório e o pâncreas, o que impede que enzimas digestivas cheguem ao intestino.
“Intestino, fígado e pâncreas podem ser atingidos, mas os pulmões são mais afetados. Em função disso, as crianças, por exemplo, não costumam evoluir bem. Além de que, as vias aéreas ficam com muito muco e são sujeitas a infecções como sinusites e pneumonias mais frequentes”, explica o especialista.
Apesar da maior probabilidade de os pulmões serem afetados, o acompanhamento do paciente com fibrose cística deve ser multidisciplinar, ou seja, precisa envolver diversos especialistas.
O diagnóstico da fibrose cística ocorre normalmente na infância, através dos programas de triagem neonatal ou pelo teste de suor. Não existe cura para a doença, mas os tratamentos auxiliam na qualidade de vida. A fisioterapia respiratória é um exemplo de recurso que ajuda no processo de eliminação das secreções.
“Além da fisioterapia respiratória, existem antibióticos para infecções e medicações novas que, usadas em conjunto, modulam o tipo de mutação genética que causa 90% dos casos de fibrose cística. Essas medicações parecem reduzir o número de infecções respiratórias, porém são caras e usadas em casos muito específicos”, orienta o pneumologista Ruy Kux.
De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa de vida para uma pessoa com fibrose cística era de 15 a 25 anos, mas as melhoras nos prognósticos nos últimos anos mostram índices de 75% de sobrevida até o final da adolescência e de 50% até a terceira década de vida.​

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