Mercados no Rio limitam compras de produtos por risco de desabastecimento: confira dicas para economizar

Nos últimos 12 meses, a cesta básica do brasileiro ficou 20% mais cara. Aliado ao tradicional aumento da cotação do arroz no segundo semestre do ano, o grão ainda se destaca: a ProconsBrasil percebe um aumento de até 320% no seu preço, com um saco de cinco quilos chegando a custar R$ 40 — o que gerou até memes nas redes sociais. Na última semana, a questão foi levada ao governo federal pela entidade de defesa do consumidor e pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que inclusive alertou para a possibilidade de desabastecimento nas lojas, se as condições persistissem. Em alguns estabelecimentos Rio de Janeiro, limites para as compras, por cliente, já começaram a ser adotados.
De forma geral, o motivo para a alta nos preços, segundo especialistas, é o desequilíbrio entre a oferta e a demanda dos itens e suas matérias-primas no mercado interno. Os produtores têm preferido exportar, motivados pela mudança na taxa de câmbio, que provocou a valorização do dólar frente ao real.
A rede Extra informou que “para um maior número de clientes se abastecer”, limitou a compra de 10 kg de arroz e 5kg de óleo de soja, por cliente, por tempo indeterminado. O EXTRA ainda encontrou limite para compra de 12 caixas de leite, por cliente, na Avenida Maracanã, na Tijuca. O Prezunic também contou que “para garantir a disponibilidade destes itens e poder abastecer mais famílias”, além de buscar alternativas junto aos fornecedores, temporariamente limitou a compra de óleo de soja (cinco unidades), arroz 1kg (10 unidades) e arroz 5kg (5 unidades) por cliente.
Quando o limite não é imposto, é o preço que vira barreira para o consumidor:
— Fui ontem ao mercado e não encontrei nenhum leite por menos de R$ 4,99. Um absurdo! Acabei comprando só cinco caixas. Meu plano era comprar 12, pois era para toda a família. Agora vou ter que procurar em outros lugares ou esperar alguma promoção — reclama o designer Cícero de Souza, de 36 anos.
A advogada Graciele Antunes, de 36 anos, sentiu impacto em outros itens:
— Senti um aumento no preço da alcatra e do contrafilé. o açúcar também apresentou um aumento considerável, mesmo o de marca inferior — relatou ela.
Segundo dados da instituição de pesquisa Dieese, referentes ao varejo na cidade do Rio de Janeiro, subiram de preço ainda, em agosto deste ano na comparação com julho: o óleo de soja (22,39%) e o feijão preto (0,82%).
Para a ProconsBrasil, a solução para garantir o acesso à cesta passa por uma ação contundente do governo.
— A gente acionou o governo federal para que ele acompanhe e monitore (a situação). E de repente estabeleça tetos de exportação, para garantir o abastecimento interno. E invista na agricultura familiar e nas cooperativas rurais, que não vão exportar, vão gerar empregos e ainda movimentar a economia regional — diz o presidente Filipe Vieira.

Dicas para economizar
A fim de ajudar os leitores na saga de reduzir o impacto das altas no bolso, a planejadora financeira e professora de Economia Comportamental na ESPM SP, Paula Sauer, deu dicas:
• busque nessa fase receitas onde se possa substituir o arroz por outro cereal de mesmo valor nutritivo;
• mude a marca dos itens que tiveram alta, para uma mais barata, que muitas vezes oferece a mesma qualidade de produto;
• compre o produto a granel, quando possível;
• compre em grandes armazéns distribuidores;
• outra possibilidade é se juntar com vizinhos e comprar a mercadoria no atacado. O preço pode compensar;
• vale a pena pesquisar preços também. Em uma busca simples, o consumidor encontrará o mesmo produto com diferentes preços em supermercados diferentes.

Fonte: Extra on Line

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