RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JULY 26: People enjoy the weather by Copacabana Beach amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on July 26, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. The practice of physical activities on boardwalks and individual sports at sea is allowed. However, the use of chairs and tents on the sand is still prohibited. Starting next week group sports such as volleyball and football can be practiced, but only on weekdays. (Photo by Andre Coelho/Getty Images)

Mapa de Risco da Covid-19: oito das nove regiões do Estado do Rio são classificadas em bandeira amarela

Regiões Metropolitanas I e II têm piora em indicadores e agora estão no limite para voltar à bandeira laranja
A sexta atualização da nota técnica e do painel de indicadores sobre a pandemia de coronavírus no Rio de Janeiro foi divulgada pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 nesta quinta-feira (17/09). Entre as nove regiões em que o estado é dividido, oito estão classificadas com bandeira amarela, que indica baixo risco para a doença: Metropolitanas I e II, Baía da Ilha Grande, Médio-Paraíba, Centro-Sul, Baixada Litorânea, Noroeste e Serrana. Cerca de 94% da população fluminense encontram-se nestas regiões.
Na divulgação anterior do Mapa de Risco, realizada em 3 de setembro, duas regiões estavam classificadas com risco moderado, Baía da Ilha Grande e Noroeste. Ambas tiveram redução significativa em seus números de casos e óbitos, passando então à classificação de baixo risco. A Região Norte Fluminense, porém, teve a classificação modificada de baixo risco para risco moderado. No Norte, onde moram 5,5% da população do estado, houve aumento no número de óbitos, mas queda no número de casos.
O chefe de gabinete da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Danilo Klein, alertou que nas Regiões Metropolitana I e Metropolitana II – que incluem a capital do estado, a Baixada Fluminense e a região de Niterói e São Gonçalo – houve piora em alguns indicadores usados para determinar as bandeiras, em relação ao Mapa de Risco anterior, divulgado quinze dias atrás. Agora, as duas regiões estão no limite para voltar à bandeira laranja, de risco moderado de Covid-19.
Pela primeira vez, segundo Klein, houve aumento de internações no município do Rio por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e, também pela primeira vez, não houve queda sustentada de internações e de óbitos por coronavírus nas Regiões Metropolitanas I e II, que concentram mais de 70% da população do estado. Esses indicativos são alertas de que os moradores do Estado do Rio não podem relaxar nas medidas de isolamento social.

Desde o pico da pandemia, nas duas primeiras semanas de maio, vínhamos com quedas de internações por coronavírus sustentadas. É a primeira vez em que há aumento do número de internações na capital. Nas Regiões Metropolitanas I e II, pela primeira vez não está havendo queda sustentada no número de internações e de óbitos – afirmou Klein.
No geral, a variação dos números de óbitos em todo o estado apresentou queda de 10,68%, e o número de casos diminuiu 10,38% em relação à segunda semana de agosto. Estes indicadores, associados à taxa de ocupação dos leitos, mantém a classificação do Estado do Rio na bandeira amarela, de risco baixo.
A análise da nova versão do Pacto Covid refere-se à Semana Epidemiológica 35 (de 23 de agosto a 29 de agosto) em relação à Semana Epidemiológica 33 (de 9 de agosto a 15 de agosto). Os indicadores considerados para a classificação do Pacto Covid são: taxa de positividade de pacientes testados para coronavírus; variação de casos e óbitos por SRAG; taxa de ocupação de leitos destinados a SRAG; e previsão de esgotamento de leitos de UTI para SRAG. As recomendações de isolamento social variam de acordo com cada nível de risco. A coloração das bandeiras e os riscos indicados variam entre roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo).

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