Restaurante Popular de Macaé encerra atividades e deixa de atender quase 2 mil pessoas/dia

O Restaurante Popular “Prato Cheio”, localizado no bairro Aroeira, em Macaé, encerrou suas atividades ao público. Em nota oficial, as Lojas Maçônicas Gonçalves Ledo, Obreiros de Macaé e Lacerda Agostinho, responsáveis pela administração e execução do projeto, justificam o fechamento alegando que o contrato de termo de fomento com o município terminou neste sábado, e que não houve renovação do convênio.
No local, entre 10h45 e 13h30, eram servidas cerca de 1,9 mil refeições para munícipes, em sua maioria, de baixa renda. Os responsáveis pelas Lojas Maçônicas macaenses manifestaram pesar com o fechamento. O convênio entre o município e as sociedades maçônicas, foi celebrado em 30 março de 2004 e, através dele, foram servidas mais de quatro milhões e quinhentas mil refeições pelo preço simbólico de R$ 1,00, com gratuidade para crianças até 10 anos e idosos acima de 60 anos.
“Agradecemos a todos que acreditaram e confiaram na Maçonaria macaense nesses dezesseis anos, e que, de alguma forma, contribuíram para o talvez maior e mais importante projeto social que existiu na cidade de Macaé. Estamos à disposição da sociedade para retomar o projeto quando as condições sanitárias permitirem, seja novamente com o Poder Público seja com a iniciativa privada através de compensações sociais de futuros empreendimentos”, disse a nota assinada pelos Veneráveis das Lojas Maçônica Gonçalves Ledo nº 49, Lacerda Agostinho nº 3769 e Obreiros de Macaé nº 2075.
Além de fornecer refeições de qualidade por um preço baixo, o restaurante também detectava problemas de vulnerabilidade social, com a ajuda de profissionais especializados, que realizavam pesquisas de qualidade e orientação, encaminhando os assistidos aos órgãos competentes. Os locais mais acionados eram o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Aroeira e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).
“A ideia surgiu do Poder Público, no governo do então prefeito Silvio Lopes Teixeira. E a proposta foi trazida para as Lojas Maçônicas Gonçalves Ledo e Perseverança Segunda pelo próprio prefeito e pelo secretário de agricultura Alvair Silva Benjamin. Eles gostariam que o município, à exemplo de outros, tivesse o seu restaurante popular, e foi firmado Convênio que veio sendo aprimorado e renovado sucessivamente entre as partes”, disseram os veneráveis.

Fonte: Plantão dos Lagos

%d blogueiros gostam disto: