Polícia desmonta quadrilha de traficantes de animais marinhos em Cabo Frio

A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), com apoio do Ministério Público de Cabo Frio, recolheu animais marinhos que eram traficados por uma quadrilha no Estado. Na manhã desta quarta-feira (07/10) agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão na Operação Poseidon na capital e na Região dos Lagos. Até o momento, duas pessoas foram presas e mais de 100 animais foram apreendidos, dentre eles, tubarões, arraiais, cavalos-marinhos, e diversos tipos de corais.
As investigações começaram há três meses e mostraram que a quadrilha coleta os animais marinhos ilegalmente da cidade de Marataízes, no Espírito Santo. De lá, os bichos, que têm risco de extinção, são trazidos para Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, onde ficam armazenados em um depósito. Logo depois, são comercializados para lojistas de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, além da capital do Rio de Janeiro.
Os alvos principais da investigação são José Ricardo de Oliveira Melo e seu filho, Ricardo Castro de Oliveira Melo, conhecido como Ricardinho, que, segundo a polícia, são apontados como os operadores do esquema criminoso, que conta com pescadores e revendedores dos animais. A dupla tem uma loja física para venda dos animais marinhos em Cabo Frio chamada Centropyge. O estabelecimento fica a 50 metros de uma antiga loja da família, chamada Mundo dos Peixes, que foi fechada pelo Ibama.

TUBARÕES, ARRAIAS, CAVALOS-MARINHOS E OUTROS
Entre os animais vendidos pelos pela quadrilha estão tubarões, arraias, cavalos-marinhos, estrelas-do-mar e diversos tipos de corais ameaçados de extinção. Segundo a polícia, além do grave dano ambiental que a coleta ilegal causa ao meio ambiente, outro problema é que, uma vez retirados de seu habitat e misturados a outros animais exóticos durante o armazenamento, os peixes e corais não podem mais retornar ao local de origem por conta de risco biológico ao bioma marinho.
Todo material apreendido com as buscas e os animais serão depositados sob cuidados do AquaRio, conforme a polícia. Após passarem por quarentena, serão expostos ao público com o compromisso de estarem servindo de conscientização e educação ambiental. A operação contou com apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e da 126ª DP (Cabo Frio).

Fonte: Clique Diário

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