AquaRio recebe centenas de animais marinhos resgatados em operação em Cabo Frio

O AquaRio, no Centro do Rio, vai receber centenas de animais marinhos apreendidos em uma operação em de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Depois de passarem por cuidados especiais e ficarem de quarentena, eles serão expostos ao público. Duas pessoas foram presas e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na operação das delegacias de Meio Ambiente e de Cabo Frio e do Ministério Público de Cabo Frio.
Tubarões, arraias, tartarugas, corais, peixes ornamentais e cavalos marinhos estavam armazenados em caixa d’águas e em outros locais inadequados. Eram mais de 150 animais que foram retirados, de forma ilegal, do mar de Marataízes, no Espírito Santo. Eles estavam em um galpão que funcionava em uma casa em Cabo Frio.
“Encontramos diversas espécies de animais mortas, dentre eles cavalo marinho, várias espécies de peixes e corais mortos e apreendidos”, disse o biólogo. Os animais não podem voltar para o mar por conta da forma inadequada que foram armazenados. Por terem contato com peixes vindos de outros países, eles poderiam representar risco de contaminação para o meio ambiente.
Segundo a polícia, uma quadrilha fazia a venda para vários estados, como Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ainda segundo a polícia, a negociação era realizada por Ricardo de Oliveira Melo e o filho dele, Ricardo Castro de Oliveira Melo, donos dos galpões de Cabo Frio e de Marataízes. Em uma gravação, Ricardo de Oliveira Melo explicou a um comprador como funcionava o esquema de comprar.
“Eu vou preparar uma lista de exóticos aqui e te mando. Porque a gente não está nem fazendo lista, porque está chegando, tudo que chega vende. Esses peixes, o tubarão ainda está comigo aqui no Espírito Santo, entendeu? A arraia está em Cabo Frio, vai ser embalada hoje para o Rio para entregar amanhã. E o resto, viola grande e os cavalos estão no Espírito Santo e só chega na segunda no Rio”, disse Ricardo.
A operação desta quarta-feira (7), que é resultado de uma investigação que durou três meses, prendeu Ricardo Castro de Oliveira Melo e a tia dele, Claudia de Oliveira Melo, que é gerente de uma das lojas que, segundo a polícia, vendiam os animais. Lojas revendedoras também foram alvos de busca e apreensão.
“O tráfico de animais é o crime que tem a segunda maior renda do mundo. No Brasil, no ano passado, o tráfico de animais rendeu mais de R$ 2 bilhões. Essa operação foi muito importante para dar um fim a essa sequência, essa prática que vem causando danos ambientais na costa do nosso estado e do Espírito Santo. Além dos crimes ambientais, eles também serão investigados e autuados por associação criminosa, já que havia evidente divisão de tarefas, como pescadores, depósitos e revendedores desses animais. Então, a pena pode superar 8 anos de prisão”, afirmou o delegado Vinícius Domingos.

Fonte: Portal G1

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