Dia Mundial da Psoríase: uma doença cercada de preconceitos

Desinformação sobre o problema causa impacto na vida de pacientes
O dia 29 de outubrio marcou o Dia Mundial da Psoríase e a falta de conhecimento sobre o assunto gera preconceitos na sociedade. Lesões avermelhadas e descamação na pele são algumas características da doença inflamatória crônica que atinge milhões de brasileiros. A sua manifestação mais frequente, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é a psoríase em placa, que acomete Rayanne.
“As pessoas demonstravam sentir nojo de mim. No trabalho, eu era alvo de preconceito. Eu era chamada de ‘caspazinha’ por causa das supostas caspas que caíam na minha roupa. Demorei para me aceitar”, relata a petropolitana Rayanne Bauer, 33 anos, portadora de psoríase há 15 anos.
“Atualmente, tenho lesões apenas no couro cabeludo. Ao longo desses anos, fui afetada de várias formas e tive lesões, por exemplo, nas minhas unhas das mãos e pés (psoríase ungueal). Foram momentos difíceis, mas os venci e sigo em tratamento”, conclui a petropolitana.
Ainda não existe cura para a doença, mas pesquisas apontam que os tratamentos podem diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Medicações tópicas (cremes e pomadas) e fototerapia (banhos de luz) são alguns tipos de tratamento, no entanto, cada caso deve ser analisado de maneira individual.

Como surge
A causa da psoríase é considerada multifatorial, ou seja, depende de diversos fatores. O seu desencadeamento está relacionado ao sistema imunológico, como explica uma das dermatologistas da Unimed Petrópolis, Ana Paula Bonvini.
“Acontece quando os linfócitos T (células da defesa) liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos e ocorre, na pele, a chegada de outras células do sistema imune, os neutrófilos. As células da pele aceleram seu ciclo evolutivo e chegam imaturas na superfície, produzindo as escamas”, pontua.
A especialista ainda explica que o diagnóstico é clínico, mas que pode ser feita uma biópsia da pele para avaliação de um patologista.

Sintomas
De acordo com estudos, qualquer pessoa pode ser afetada pela doença de pele crônica, e ao contrário do que muitos pensam, ela não é contagiosa.
A dermatologista da Unimed Petrópolis alerta sobre alguns sintomas.
“Manchas vermelhas com escamas secas, esbranquiçadas ou prateadas. Coceira, descamação e dor. Unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes, são sintomas da psoríase e merecem atenção”, finaliza.

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