Novembro: o mês dedicado aos cuidados com a saúde do homem

Dificilmente o homem percebe que está com câncer de próstata. De acordo com o urologista do Hospital Água Claras, Fransber Rodrigues, a doença, em estágios iniciais, pode ser confundida com o aumento benigno da próstata, que gera distúrbios urinários nos homens. Em fase avançada, pode gerar dor nos ossos, e, na fase mais grave, insuficiência renal. Fransber reforça que a forma mais prudente de diagnóstico é por meio da vigilância frequente.
“A partir dos 50 anos, o homem deve começar a visitar o urologista, pois nessa idade a incidência do câncer de próstata começa a aumentar. Caso haja antecedentes familiares da doença, é bom que ele comece a investigação aos 45 anos. É preciso observar fatores de risco, como tabagismo e consumo excessivo de álcool. Estudos demonstram que a doença pode ser mais agressiva em homens negros, que devem estar ainda mais atentos. A indicação é que o homem vá conversar com o urologista quando atingir a idade”, esclarece.
Outro assunto polêmico é o exame de toque da próstata. Segundo o médico, essa é uma das formas de diagnosticar o câncer. Porém, nenhum paciente é obrigado a se submeter a essa avaliação. “A orientação dos médicos é fazer o toque em todo homem para a detecção do câncer de próstata, mas esta é uma decisão particular e não pode ser forçada”, observa o urologista.
Mesmo que ainda haja um certo tabu, o médico afirma que o estigma tem diminuído muito, principalmente por conta da quantidade de informação disponível. De acordo com Fransber, muitos homens começaram a entender que ir ao urologista não é sinônimo de fazer apenas o toque, mas sim de realizar outras avaliações e orientações essenciais para a vida deles. O médico afirma que tudo é conversado, orientado e personalizado dentro do consultório.
Quando diagnosticado o câncer de próstata, há várias possibilidades de tratamento. O médico elenca: cirurgia, radioterapia, bloqueio hormonal, quimioterapia e uso de medicações radiomarcadas. “Há diversas modalidades, cada uma para um estágio e característica da doença. O importante é ter o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento o quanto antes. Assim, as taxas de mortalidade se seduzem muito”, enfatiza.
Sobre a cirurgia, o urologista aponta que, nos últimos anos, a técnica cirúrgica e a tecnologia envolvidas têm melhorado enormemente, incrementando os resultados e a qualidade de vida do paciente. “A cirurgia robótica, por exemplo, é uma grande aliada, pois provoca menos dor, resulta em menor perda de sangue, diminui o tempo de uso de sonda, propicia o retorno mais precoce às atividades cotidianas, entre outras vantagens, Seja qual for o tratamento, o importante é ter orientação qualificada para tomar uma decisão conjunta”, finaliza.

Do Notícias ao Minuto

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