Banho de cachoeira no verão: Inea alerta para riscos em dias de chuva

A morte de uma mulher de 30 anos, na cachoeira da Macumba, em Itaipava, no sábado (16) traz à tona a questão dos riscos e cuidados que frequentadores desses locais devem observar para sua segurança. Com a elevação da temperatura as diversas cachoeiras da cidade atraem banhistas, muitos deles sem experiência na natureza.
Para começar, é bom lembrar que estamos em plena pandemia de covid-19, portanto, distanciamento é uma regra básica para evitar contaminação pelo coronavírus. Além disso, especialistas dão outras dicas para que a diversão não se transforme em tragédia.

Chuvas
Um dos principais riscos nesta época do ano em poços e cachoeiras, são as chuvas fortes, o ideal é evitar o mergulho em dias de tempo instável, pois há incidência de raios e a possibilidade de ocorrer deslizamentos de terra, quedas de árvores e, em situações extremas, pessoas serem arrastadas por uma cabeça d’água.
“A cabeça d’água é o aumento rápido e repentino do nível de um rio corrente ou cheio, devido à chuva nas cabeceiras ou em trechos mais altos de seu percurso. Em caso de previsão de chuva, nós devemos evitar locais próximos a rios e cachoeiras. Cabeça d’água pode ser definida como uma poderosa enchente, já a tromba d’água está associada a vento forte, em rotação, sobre a água. São situações de extremo risco”, explicou André Veiga, biólogo e gerente das unidades de conservação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Até março, o Rio de Janeiro passa pelo período de maior incidência de chuvas. Por isso, essa é a época de maior risco de cabeças d’água. Muitas vezes os banhistas são surpreendidos por correntezas repentinas a quilômetros de distância do local de chuva. André Veiga alerta que a melhor ferramenta para não correr risco é a prevenção.
“Antes de sair de casa, verifique a previsão do tempo. Se o prognóstico indicar possibilidade de chuva forte com raios e trovões, a dica é adiar o passeio. Além disso, para quem já está na cachoeira, é necessário ficar atento às pedras escorregadias e trechos com rochas soltas. Os banhistas devem evitar mergulhos em cachoeiras elevadas”, observou Veiga.
Se o visitante, mesmo assim, for pego desprevenido por um temporal, as orientações são nunca se abrigar sob uma árvore e evitar locais abertos como campos, praias e piscinas. Se estiver dirigindo, permanecer no veículo e nunca ficar próximo a redes de energia elétrica.

Outras dicas importantes
Outras dicas dadas por especialistas são evitar brincadeiras nas pedras, cuidado ao andar sobre as mesmas e não tentar escalá-las sem equipamentos de proteção. As pedras comumente apresentam lodo, causado pela umidade, que ficam extremamente escorregadias.
Evitar bebidas alcoólicas e entorpecentes que possam diminuir reflexos também é aconselhável.
É importante conhecer bem o local antes de mergulhar ou pular de pedras. Ir na companhia de pessoas experientes ou mesmo guias profissionais é uma boa ideia. Rochas e raízes são arrastadas pelas correntes e ficam no fundo do rio, podendo causar um acidente grave.
Ao se deslocar nas pedras, antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar seu peso todo sobre o apoio, seja uma pedra, um tronco ou um galho.
Fique de olhos abertos com crianças. Coloque-as sob supervisão em em lugares rasos, longe de correntezas fortes.
Em casos de emergência, ligue:
Defesa Civil – 199
Corpo de Bombeiros – 193

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