Dermatologista da Unimed Petrópolis alerta sobre sintomas e tratamento da Hanseníase

Apesar de curável, a doença pode deixar sequelas


Neste mês ocorre a conscientização de várias doenças, entre elas, da hanseníase. Trata-se de um problema de saúde pública que atinge, em média, 30 mil brasileiros anualmente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o segundo país com maior número de casos no mundo. Essa é uma doença infecciosa que acomete pessoas de qualquer sexo ou faixa etária, como explica Glauco Twardowski, dermatologista da Unimed Petrópolis.
“A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias por contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com uma doente com hanseníase. Qualquer pessoa pode ser atingida, podendo apresentar evolução lenta e progressiva e, quando não tratada, pode causar deformidades e incapacidades físicas, muitas vezes irreversíveis”, diz o médico.
Ainda de acordo com o dermatologista, a pele e os nervos periféricos são as áreas mais afetadas pela doença. Manchas brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas, sensação de formigamento e alteração de sensibilidade ao calor, dor ou tato são sintomas comuns. No entanto, também é possível que haja a diminuição de pelos e de suor em algumas áreas do corpo.

Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da hanseníase é realizado através dos exames físico e dermatoneurológico, que podem identificar lesões ou áreas da pele que apresentam alteração de sensibilidade.
“Observamos o diagnóstico da doença assim como a sua forma clínica específica, que orientará o tratamento do paciente. O tratamento dos pacientes é feito de forma ambulatorial, ou seja, não necessita de internação. A partir do momento em que a pessoa inicia o tratamento, tomando a primeira dose do antibiótico, ela praticamente deixa de ser contagiante. Mensalmente, a dose é supervisionada assistida pelo profissional de saúde, enquanto as doses diárias são tomadas pelo paciente em casa. Também deve haver a orientação sobre a necessidade do exame dos familiares, colegas de trabalho e amigos para o controle da doença”, explica Glauco Twardowski, que também destaca que o apoio psicológico às pessoas acometidas pela hanseníase é indispensável devido ao estigma e a discriminação.

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