BRT volta a funcionar e tem audiência marcada no Tribunal Regional do Trabalho

Os três corredores do BRT (Transoeste, Transcarioca e Transolímpica) voltaram a funcionar normalmente às 4h da manhã desta terça-feira após um dia de paralisação que deixou passageiros expostos a aglomeração e transportes alternativos com preços abusivos. Os motoristas retomaram o trabalho na noite de ontem.
A Justiça do Trabalho marcou uma audiência para as 14h desta terça-feira na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O BRT Rio suspendeu a aplicação do 5º. Termo Aditivo assinado com o Sindicato dos Rodoviários. Com isso, foi solicitado aos motoristas o retorno imediato ao trabalho. Um dos motivos da paralisação foi o anúncio de que os funcionários ficariam afastados por 10 dias sem remuneração.
Da audiência participarão o Ministério Público do Trabalho, a Prefeitura do Rio, o BRT Rio e o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informa que a cidade retornou ao Estágio de Normalidade às 8h desta terça-feira. Não há impactos na mobilidade da cidade. Segundo o BRT Rio, o sistema está operando normalmente nos três corredores. A cidade havia retornado ao Estágio de Mobilização às 5h. Com a paralisação do consórcio, a cidade entrou em Estágio de Atenção às 6h30 de segunda-feira, 1º de fevereiro.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse na manhã desta terça-feira que o controle do sistema de bilhetagem do BRT foi um erro, já que o Poder Público não tem acesso aos números. Após um dia de paralisação no serviço, Paes prometeu em entrevista ao programa ‘Bom Dia Rio, da TV Globo’ que o BRT vai funcionar bem, mas disse que a melhora não vai acontecer no tempo desejável. Em reunião na segunda-feira, o consórcio e a Prefeitura estabeleceram prazo de 3 meses para negociar mudanças no contrato de concessão.
“Vai demorar um tempo para voltar a funcionar bem. Mas, vamos ficar em cima. Não tem ônibus na prateleira. Não podemos fazer aportes fora do contrato”, disse.

Paes fala em ‘movimento coordenado’
Paes se desculpou com a população e classificou a ação como “um movimento coordenado”. “Peço desculpas. Infelizmente, o sistema do BRT vem enfrentando uma situação ruim já há algum tempo. Nós buscamos desde o primeiro momento, na transição ainda, melhorar o sistema. Sete ou oito estações já haviam sido recuperadas. Infelizmente nós tivemos hoje um movimento coordenado do BRT, que deu decisão aos motoristas e não tomou nenhuma atitude para que a população tivesse alternativas neste dia”.
O prefeito disse ainda que, no domingo (31), os concessionários negaram que haveria qualquer tipo de paralisação nesta segunda e não aceitaram qualquer tipo de atendimento a um plano de contingência que foi apresentado pela Secretaria de Transporte.
No sábado (30), o BRT divulgou nota para anunciar que não tem recursos para honrar os próximos compromissos prioritários, como o pagamento da segunda parte do salário de janeiro – em 5 de fevereiro – e a compra de insumos necessários à operação, como combustível, por exemplo.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, no BRT atuam cerca de 450 motoristas. Ele afirma que já havia informado a direção do BRT sobre a possibilidade de paralisação devido ao rodízio imposto aos funcionários. A situação piorou quando a empresa informou que não haveria condições de realizar o pagamento da categoria este mês.

Do O Dia on Line

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