Desvio de doses de vacina e outras irregularidades podem gerar até 12 anos de prisão

Após imagens repercutirem nas redes sociais, a Polícia Civil do Rio abriu investigação para apurar a suposta falsa aplicação de vacinas contra a covid-19 em diferentes cidades do Estado. Relatos apontaram para a prática – que pode configurar crime de peculato – na capital, na vizinha Niterói e em Petrópolis.
Aqui o caso ocorreu na semana passada no posto de vacinação da UCP, na Rua Benjamin Constant, Centro. As imagens mostraram quando a técnica de enfermagem aplica uma injeção com a seringa vazia, em uma idosa.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que recebeu a denúncia, na sexta-feira (12), confirmou o ocorrido e tomou todas as providências cabíveis.
Após a repecurssão do caso, a Prefeitura lançou um novo canal de comunicação para esclarecer dúvidas e receber denúncias sobre a vacinação contra a covid-19. É um número de whatsapp, o (24) 99946-1161. A intenção é dar ainda mais transparência ao trabalho e facilitar o contato entre o governo e a população.
Em nota, a Prefeitura afirmou ainda que a Secretaria esclarece que todos os técnicos de enfermagem foram treinados e orientados sobre os procedimentos adequados para armazenamento e manuseio das vacinas. A cidade recebeu vidros com uma única dose e também vidros com quantidade suficiente para dez doses de vacina. Tudo é mantido em local com a temperatura adequada até o momento da aplicação. As seringas e agulhas são descartáveis e preparadas individualmente para a aplicação da dose.
A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL) informou na segunda-feira (15) que investiga possíveis desvios relacionados à vacinação que, caso as investigações confirmem o desvio de dose, ou qualquer outra irregularidade, a profissional de saúde poderá ser autuada por crime de peculato, com penas que podem chegar até a 12 anos de reclusão.

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