Witzel diz que organização criminosa chefiada por Edmar Santos agiu às ‘sombras do governo’

O governador afastado Wilson Witzel voltou a afirmar não ter tido participação nos supostos desvios na Saúde do estado e que uma “organização criminosa” agiu “às sombras do governo”, chefiada pelo ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, nomeado por ele mesmo no início da gestão, em 2019. Tanto Edmar quanto Witzel serão ouvidos nesta quarta-feira, em sessão do Tribunal Especial Misto (TEM) que julga o impeachment do governador.
Ainda na abertura dos trabalhos, Witzel anunciou a revogação de seus advogados e pediu o adiamento da sessão, o que foi indeferido. Durante o intervalo, o governador afastado falou com a imprensa e garantiu que o fato de abrir mão da defesa não foi uma estratégia jurídica para postergar o julgamento.
“Meu objetivo não é procrastinar. Mas isso aqui não é o julgamento de uma pessoa física, é de um governo. Ao fim do processo, é a esperança de mais de quatro milhões de eleitores fluminenses que continuam acreditando que é possível mudar a história do Rio de Janeiro”, afirmou.
Witzel ficará cara a cara com o seu ex-secretário Edmar Santos, que delatou um suposto esquema de corrupção em contratos da secretaria de Saúde. Sobre seu ex-secretário, o governador afastado afirmou que “odeia o pecado, não o pecador” e que o tratará com respeito.
“Não terei absolutamente nenhum comportamento diferente do que já fui como magistrado. Vou tratá-lo com respeito. Sou cristão. Odeio o pecado, não pecador. Edmar será interrogado como qualquer testemunha”, comentou Witzel.

Fonte: O Dia

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