sáb. set 18th, 2021

Governador do Rio veta mudança do nome oficial do Maracanã para Rei Pelé

O Maracanã continuará com o nome oficial de Estádio Jornalista Mário Filho. Após pressão contra o projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Rio, o Diário Oficial do Estado publicou nesta quinta-feira (8) o veto do governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), contra a mudança para “Estádio Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé”.
Um dos autores do projeto aprovado pelos deputados, o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), negociou na terça-feira com o governador o veto integral após a repercussão negativa em um dos piores momentos da pandemia de covid-19 no país e no estado. Pelo acordo, o projeto voltará à Alerj, mas será “esquecido” pelos deputados.
No dia 9 de março, a proposta de mudança de nome para homenagear Pelé foi aprovada em votação simbólica. Apenas a bancada do Psol votou contra o projeto assinado pelos deputados, além de Ceciliano: Bebeto (Podemos), Carlos Minc (PSB), Marcio Pacheco (PSC), Eurico Junior (PV), Coronel Salema (PSD) e Alexandre Knoploch (PSL).
Segundo o projeto, o estádio passaria a se chamar Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé, e o complexo esportivo, que inclui também o ginásio do Maracanãzinho, o Parque Aquático Júlio Delamare e o estádio de atletismo Célio de Barros, teria o nome de Mário Filho.
Após a aprovação da mudança de nome, houve forte campanha de jornalistas e da sociedade civil pelo veto. O Ministério Público também se mostrou contra a mudança e pediu o veto do governador alegando que haveria uma violação do patrimônio imaterial do torcedor.

Mário Filho e o Maracanã
Jornalista esportivo pioneiro, escritor e irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues, Mário Filho foi um dos grandes responsáveis para a construção do Maracanã na área central da cidade. Na década de 40, havia uma forte campanha do futuro governador da Guanabara, Carlos Lacerda, para que o novo estádio para a Copa do Mundo de 1950 fosse erguido em Jacarepaguá, na zona oeste, e com capacidade menor (de 60 mil pessoas). Entretanto, prevaleceu a campanha de Mário Filho.
Em 1966 o jornalista morreu e os deputados do então Estado da Guanabara o homenagearam com o nome do estádio que ajudou a tornar um símbolo do futebol carioca e brasileiro.

Fonte: O Dia

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