qui. out 21st, 2021

Projetos de literatura são lançados em Petrópolis pela Lei Aldir Blanc

Estudantes da Rede Municipal de Ensino serão beneficiados

Livros infantis, produção com o escritor Ziraldo e passeio pelas artes petropolitanas. Esses são alguns dos destaques de projetos literários lançados em Petrópolis pela Lei Aldir Blanc, que também beneficiará as escolas da rede municipal de ensino com exemplares de livros. Ao todo foram 301 projetos e 24 espaços culturais contemplados com os recursos federais para os incisos II e III da Lei Aldir Blanc.
“Com a Lei Aldir Blanc conseguimos incentivar a produção literária local. Novos escritores surgiram no cenário durante os meses de março e abril. As plataformas digitais estão recheadas de novidades, com muitos projetos voltados à literatura. Essa valorização é muito importante”, disse o prefeito interino Hingo Hammes.
A “Biblioteca Maluquinha”, projeto desenvolvido pela Multi Criações Culturais, prevê a doação de “bibliotequinhas” para 20 escolas do município. Cada uma recebe 20 exemplares de livros de editoras locais, totalizando 400 exemplares doados. O projeto, idealizado por Renato Ceschini, foi desenvolvido em parceria com o escritor e cartunista Ziraldo e é uma ação cultural que tem como público a Secretaria de Educação e os alunos de educação infantil
Já o projeto “Leopoldina, Imperatriz do Brasil”, trata de uma coletânea de imagens de estudos realizados na época das Missões Austríacas, que realizavam expedições pelas paisagens naturais do nosso país. A obra idealizada por Cristina Ferrão, distribuiu 1.000 exemplares para a Secretaria de Educação e teve formato e-book também, acompanhado de vídeo ensinando o processo de colorir o livro, trazendo uma visão contemporânea desses levantamentos feitos nos tempos do Império Brasileiro.
“Abril é um mês importante para a literatura não só com o dia mundial da Arte. Em 18 de abril comemora-se o Dia do Livro Infantil, aniversário de Monteiro Lobato, e em 23 de abril o Dia Mundial do Livro. E com o lançamento desses projetos conseguimos evidenciar a produção literária da nossa cidade, disse Leandro Jorge Kronemberger, diretor-presidente do Instituto Municipal de Cultura.
“A Mulinha Trololó”, foi o primeiro livro lançado pelo ator Madson José, e é dedicado ao público infantil. Regina Rezende, psicóloga, também escreveu para as crianças o seu Miudinha de Medo. Sylvio Costa Filho, professor e diretor teatral, aproveitou a oportunidade para relançar dois livros numa só obra, que pode ser conhecida através das redes do autor.
A coletiva virtual “Um Passeio pela Arte Petropolitana” lançada em 15 de abril, inspira-se na obra de Herculano Farias. Trata-se de uma exposição virtual colaborativa com 43 artistas contemporâneos da cidade, com produção da Abstrata Produtora, coordenada por Natália Azevedo. São 124 obras compondo a exposição que promove uma experiência imersiva entre a literatura e as artes visuais. O passeio está disponível pelo link www.passeioartepetropolitana.com.br
Rodrigo Fiorini lançou um livro em formato digital, traçando as trajetórias musicais de Luvercy Fiorini e Oscar Castro Neves chamado “O Nome da Bossa”. Além do livro, Rodrigo lançou um vídeo com demais colaboradores do projeto, disponível no canal do artista no YouTube.
A Nação Hip Hop Petrópolis lançou “A ZINE GIRA RODA”, um zine virtual produzido como forma acessível de divulgar e valorizar a atividade literária produzida em Petrópolis. Para quem não está familiarizado com o termo “zine”, os organizadores explicam que é a abreviação de “fanzine” que, por sua vez, tem origem na expressão em inglês “fanatic magazine” que significa em português “revista de fãs”. O projeto encontra-se nas plataformas digitais e redes sociais do coletivo.
“Os livros, junto com outros produtos culturais, foram a enorme salvação da humanidade nos tempos de pandemia, embora, como escritora, possa afirmar que sempre foi a arte a grande salvação da humanidade em qualquer tempo. Ficamos muito felizes por ver tantos livros novos sendo lançados através da Lei Aldir Blanc. Isso prova a imortalidade do livro”, afirma Catarina Maul, gerente do Centro de Cultura Raul de Leoni.

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