ter. out 19th, 2021

Operação mira vereador de Búzios apontado como líder de quadrilha que vendia e falsificava alvarás

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira, contra um vereador de Búzios, na Região dos Lagos. Lorram Gomes da Silveira, que não foi localizado nos endereços indicados e segue foragido, é apontado como líder de organização criminosa dedicada à prática dos delitos de corrupção passiva, uso de documento falso e estelionato. A operação batizada de “Plastografos II” acontece por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI).
O atual vereador de Búzios, função que ocupou também entre 2009 e 2016, exerceu ainda o cargo em comissão de chefe de Gabinete do prefeito André Granado, entre novembro de 2018 e maio de 2019, período em que foram praticados os citados delitos.
O inquérito foi instaurado para apurar o envolvimento de servidores da Prefeitura na prática de crimes de corrupção passiva, estelionato e uso de documento falso, envolvendo a emissão de alvarás no município da Região dos Lagos. Segundo o MPRJ, houve a instalação de um sistema de “venda de alvarás” envolvendo servidores públicos e despachantes atuantes em Búzios.
De acordo com testemunhas, era praticamente impossível a emissão de alvará em Búzios sem o pagamento de propina a servidores. Com os depoimentos e a análise dos dados de aparelhos celulares apreendidos, a polícia indicou Lorram Gomes da Silveira como líder da organização criminosa que, inicialmente, dedicava-se à facilitação e agilização da expedição de alvarás originais, mediante o pagamento de vantagem indevida. Posteriormente, o grupo passou a falsificar os alvarás negociados.
O MPRJ relata que, já em contato com os despachantes, dos empresários era cobrada, em média, a quantia de R$ 5 mil, além das taxas. Parcela substancial de tais valores era paga diretamente ao então chefe de Gabinete do prefeito André Granado, Lorram, para que ‘agilizasse a burocracia’ e emitisse os documentos de forma rápida e com inobservância da ordem cronológica de conclusão.
Parcela menor de tais valores era cobrada pelos próprios despachantes, a título de serviços prestados. Diante da lucratividade do esquema e da venda antecipada dos alvarás, Lorram passou a emiti-los em versão falsificada, segundo o MPRJ.

Fonte: O Dia

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