ter. set 28th, 2021

Investigações mostram que menino resgatado preso no canil era dopado pela mãe e avó em Belford Roxo

Belford Roxo – As investigações da 54ª DP (Belford Roxo) sobre o menino autista de oito anos resgatado pelo Conselho Tutelar, na segunda-feira (17/05), demonstram que o menor era mantido dopado, sem a alimentação apropriada, dentro de uma lata de lixo, entre os muitos maus-tratos que sofria da mãe e a avó, no bairro Gogó da Ema, em Belford Roxo.
Segundo as denúncias, o menino era dopado com fortes doses de calmantes, pela mãe e a avó, que têm 27 e 62 anos respectivamente.
“A mãe e a avó alegam que a criança é muito agitada e que faziam isso para o bem do menino”, destacou o delegado-assistente Alexandre Netto, no auto de prisão em flagrante.
Nesta quarta-feira (19/05), a prisão em flagrante das duas mulheres foi convertida em preventiva, com a decisão do juiz Rafael de Almeida Rezende, da 1ª Vara Criminal de Belford Roxo, onde o crime aconteceu, as duas permanecem presas até julgamento.
“O menor chegou ao hospital fraco, desnutrido, com falhas no cabelo, cicatrizes arredondadas, dentes escuros e em estado de pânico, por ter sido submetido a intenso sofrimento físico e mental”, destaca a decisão do juiz.
Mãe e avó foram presas em flagrante por cárcere privado e tortura qualificada, por se tratar de criança. A pena pode chegar a oito anos de prisão. A policia ainda investiga se a mãe do menino não praticava os mesmos maus-tratos com os outros três filhos, que têm entre 3 e 10 anos, que ela mantinha afastados do filho autista. Todos os menores, incluindo a vítima de maus-tratos, depois que teve alta do hospital, foram encaminhadas para o Conselho Tutelar.
“Pelo aspecto físico da criança, desnutrição e uma série de hematomas de momentos diversos, o que caracteriza a síndrome da criança espancada, esse menor vinha sofrendo maus-tratos há um bom tempo, e estava em local totalmente insalubre, no qual ele não conseguia sequer se levantar direito, não tinha alimentação, não tinha banheiro. Ele não tinha assistência de qualquer adulto, uma criança de oito anos, durante horas, quem sabe dias”, disse o delegado Alexandre Netto.

Fonte: O Dia

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