sex. jul 30th, 2021

Prefeitura acompanha famílias vítimas de abuso sexual

Na Semana de Combate e Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, a Prefeitura de Petrópolis atua com objetivo de fortalecer a luta contra esse crime, por meio do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) e os equipamentos da Secretaria de Assistência Social. De acordo com dados do CREAS, 12 famílias estão sendo assistidas de forma permanente por uma equipe multidisciplinar. Todas recebem atendimento de psicólogos e assistentes sociais que acompanham o trabalho de mitigação dos efeitos do abuso.
“Ter o CREAS no município é um avanço no sentido de coordenar uma rede de proteção e acolhimento a crianças, adolescentes e especialmente às famílias tão fragilizadas por situações para as quais nunca estamos preparados para enfrentar”. disse a secretária de Assistência Social, Rosane Borsato.
“Trabalhamos dentro da perspectiva das famílias. Por isso, o CREAS realiza um trabalho em rede, unificando diferentes setores da saúde para acompanhar as vítimas do abuso no município. Esta mesma rede atua no sentido de minimizar as sequelas, buscando reestruturar os vínculos com um acompanhamento psicológico”, explicou Tânia Mara, responsável pelo CREAS.
Só neste ano, cinco casos de abuso se somaram aos atendimentos que já eram prestados por outros equipamentos. Segundo o Núcleo de Atendimento Psicológico Especializado Infanto-Juvenil (Nape-IJ), o município acompanha 47 jovens atendidos pelo município. O levantamento aponta que as meninas seguem como maioria vítimas de abuso sexual.
O CREAS desenvolve ações e palestras com as famílias que passaram por algum tipo de importunação unindo aspectos da saúde, educação e trabalho. Por meio do trabalho da assistência social, busca resgatar a autoestima das pessoas que sofreram algum tipo de violação para superar o drama físico e psicológico e reencontrar uma vida plena.
“O trabalho em rede contribui para minimizar o impacto das sequelas do abuso. Muitas das vítimas sentem-se culpadas pelo ocorrido. Por isso, desenvolvemos uma proposta de médio prazo para que o indivíduo ou famílias se reestruturem e possam viver suas vidas de forma mais tranquila”, disse a psicóloga Ângela do Valle.

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