ter. set 28th, 2021

Morre no Rio, aos 96 anos, o baluarte do samba Nelson Sargento

Faleceu aos 96 anos, na manhã desta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro, o compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor brasileiro Nelson Sargento. Ele foi diagnosticado com o novo coronavírus na última sexta-feira (21), quando foi internado. Além da idade avançada, Nelson também sofreu com um câncer de próstata anos atrás.
Nelson Mattos, nasceu em 25 de julho de 1924, na Santa Casa da Misericórdia, na Praça XV, e foi um dos maiores baluartes do samba no país. Despontou para a música na adolescência, quando Alfredo Português descobriu o talento que surgia no jovem. Compuseram, em 1955, o samba-enredo “Primavera”, também chamado de As quatro estações do ano, considerado um dos mais belos de todos os tempos.
Nélson integrou o conjunto A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Kéti, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, José da Cruz e Anescarzinho. Entre seus parceiros de composição musical, estão Cartola, Carlos Cachaça, Darcy da Mangueira, João de Aquino, Pedro Amorim, Daniel Gonzaga e Rô Fonseca. O compositor mangueirense possui, aproximadamente, quatrocentas músicas em seu repertório
Escreveu os livros “Prisioneiro do Mundo” e “Um certo Geraldo Pereira”. Atuou nos filmes “O Primeiro Dia”, de Walter Salles e Daniela Thomas, “Orfeu” de Cacá Diegues, e “Nélson Sargento da Mangueira” de Estêvão Pantoja, que lhe valeu a premiação do Kikito, no Festival de Gramado, pela melhor trilha sonora entre os filmes de curta metragem.
Nélson Sargento deixa nove filhos entre biológicos e adotivos.

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