Rádio Roquette-Pinto presta homenagem a Nelson Sargento nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira (28/05), os ouvintes da Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) estão convidados para embarcar em uma viagem poética pela obra do lendário compositor Nelson Sargento. A partir das 15h, será exibido “Arquivo Roquette-Pinto: Especial Nelson Sargento”, um programa exclusivo gravado no estúdio da emissora pelo compositor mangueirense, que se despediu nesta quinta-feira (27/05) aos 96 anos, por complicações da Covid-19, provocando forte comoção entre fãs.
Nelson Sargento trabalhou ativamente como voluntário da Roquette-Pinto, e pelo seu entusiasmo pelo caráter educativo e cultural da rádio pública foi homenageado: um dos estúdios da emissora recebeu seu nome. Neste programa, gravado em 2016, ao lado do cantor Agenor de Oliveira, ele mostra a riqueza de suas composições. A parceria gerou grandes frutos. Um deles, o livro “Pensamentos” que reuniu 320 frases poéticas inspiradas do sambista mangueirense, um passaporte para a produção do show. A poesia de Nelson Sargento perpassa toda a apresentação, que tem duas horas de duração e é recheada de clássicos da MPB. Um legítimo bate-papo de botequim com a elegância do repertório marcado por nomes como Silas de Oliveira, Cartola, João Bosco, Aldir Blanc, Nelson Cavaquinho, Jair do Cavaquinho, João Nogueira, entre outros.
Nelson Sargento se consagrou com um dos mais importantes nomes do cenário cultural do samba. Cantor, ator e escritor, é um dos baluartes da Mangueira, e foi responsável por alguns dos mais importantes de seus sambas-enredo. Criou sucessos imortais como “Agoniza mas não morre”, transformado em um hino de resistência cultural.
Na infância, morou no Morro do Salgueiro com 17 irmãos, mas com 12 se mudou para a Mangueira onde foi adotado pelo português Alfredo Lourenço. Começou trabalhando como pintor de paredes, depois em uma fábrica de vidros e acabou integrando a ala de compositores da Mangueira, em 1942, levado por Carlos Cachaça e pelo pai adotivo. O apelido veio do tempo em que foi sargento do Exército de 1945 a 1949. Em 1958, tornou-se presidente da Ala de Compositores do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. E se tornou um dos mais amados, longevos e frutíferos poetas da Verde-e-rosa.

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