sáb. set 18th, 2021

Mulher morre na rua e corpo fica mais de 13 horas à espera de remoção

Após mais de 13 horas de espera, o mestre de obras Alexandre Graciano, de 43 anos conseguiu que o corpo de sua mulher fosse removido por volta das 8h50 desta quarta-feira de um ponto de ônibus no Caju, na Zona Portuária do Rio, para o Instituto Médico Legal (IML). Cristiane Pedro Gomes, de 43 anos, passou mal por volta das 18h de terça-feira e morreu no local. Ela chegou a ser socorrida por outros pedestres e policiais militares, mas não resistiu. Ainda segundo o marido da vítima, funcionários do Samu estiveram lá e emitiram o atestado de óbito, mas só fizeram a remoção do corpo às 8h50 de hoje, após uma madrugada de descaso.
“Ela passou mal no ponto de ônibus vindo para casa. Entre 30 minutos a uma hora já soubemos do óbito. Começaram a resolver os trâmites, a PM deu assistência, o Samu deu assistência, mas parou na remoção”, explicou.
Segundo Alexandre, ele e o filho, Harrison Leandro, de 23 anos ficaram desde as 19h no local aguardando para que o corpo fosse removido. “Minha mãe sempre batalhou e não merecia estar nesse estado”, desabafou o jovem.
O rapaz explicou que uma enfermeira do Into fez o contato com a família por volta de 18h30 pedindo que eles fossem até o local pois a mulher havia passado mal. Segundo o Corpo de Bombeiros, o procedimento para remoção de corpos é iniciado pela delegacia e até às 7h55 da manhã de hoje não havia chamado para a ocorrência.
Ainda de acordo com a corporação, o acionamento do serviço de remoção de cadáveres é feito exclusivamente pela delegacia da área, que emite um documento chamado GRC (Guia de Recolhimento de Cadáver).

Fonte: O Dia

ED 531-CLIQUE AQUI

%d blogueiros gostam disto: