seg. ago 2nd, 2021

Livro conta a história do Padre Quinha

A história do Padre José Carlos Medeiros Nunes, Padre Quinha, é contada no livro “Tragam a Túnica Nova” de autoria do professor Ataualpa A.P. Filho. O lançamento aconteceu no dia 1º de julho, data de seu aniversário, após a missa de ação graças, na Igreja São José, em Itaipava. O autor conta que o livro foi escrito a pedido do Padre Quinha, quando ainda estava vivo durante encontro que eles tiveram, mas somente agora, oito anos após seu falecimento foi possível a sua publicação. “O título do livro foi sugerido por ele, pois sintetiza a proposta do acolhimento fundamentado na parábola do Filho Pródigo”, comenta Ataualpa A.P. Filho.
O prefácio do livro é de autoria do bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, OSB, que teve pouco contato com Padre Quinha. Ele tomou posse como bispo de Petrópolis, no dia 12 de dezembro de 2012 e em janeiro de 2013, Padre Quinha faleceu vítima de um infarto. Mas, por meio dos testemunhos e histórias sobre o sacerdote, Dom Gregório Paixão entendeu toda missão do Padre Quinha e sua importância para Diocese de Petrópolis. O atual vigário da Caridade, Padre Rafael Soares também escreveu um texto para o livro.
Ataualpa A.P. Filho conta que o livro foi um pedido do Padre Quinha depois que o entrevistou em 2005, com o objetivo de divulgar o trabalho que realizava com a população em situação de rua e com pessoas que lutavam para sair do alcoolismo e da toxicodependência. “Durante 15 anos, vivi com o propósito de superar as minhas limitações para entender as lições de vida de tantas pessoas que conheceram bem de perto o indesejado fundo de poço” comenta o autor.
No livro estão mais de 40 depoimentos de pessoas que foram acolhidas pela Pastoral de Rua e pela Oficina de Jesus, instituição sem fins lucrativos fundada pelo Padre Quinha. A Oficina tem por objetivo abrigar gratuitamente aqueles que estão dispostos a abandonar o vício, resgatando a própria dignidade longe das drogas e do álcool.
Com a morte de Padre Quinha, Ataualpa A.P. Filho conta que foi difícil continuar o livro e teve que se reestruturar para concluir o trabalho pedido pelo sacerdote. “Tive que me reestruturar para continuar esse trabalho sem a presença física dele, porque do meu coração ele nunca saiu. Jamais esquecerei quem me re-evangelizou, quem me mostrou o Cristo vivo no rosto dos irmãos que vivem debaixo das marquises dos edifícios, nas portas dos templos com mãos estendidas, nos presos das celas dos vícios”, afirma o autor do livro que, ao longo desse período, procurou dar visibilidade no livro a obra de caridade do Padre Quinha.
Toda a renda da venda desse livro será revestida para as obras do Padre Quinha. Os direitos autorais foram doados à Oficina de Jesus, que ficará com a incumbência das reedições.

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