sáb. jan 29th, 2022

DIA DOS AVÓS É COMEMORADO DE MODO INUSITADO EM TERESÓPOLIS

Empresários do setor de gastronomia e turismo participam de “experiência empática” para entender as necessidades dos “novos avós”.

Houve um tempo em que os avós ficavam na cadeira de balanço e esperavam a vida passar. Agora eles trabalham, estudam, viajam, namoram, são formadores de opinião, preferem consumir a guardarem dinheiro, são mais exigentes e precisam organizar a agenda para estarem na companhia dos netos, inclusive nas viagens. Os netos, por sua vez, adoram essa nova versão de avós, o que faz deles, em sua maioria, seus maiores confidentes.
Ainda que o perfil dos avós tenha mudado, existe um fator que não pode ser ignorado: com a idade começa a surgir as limitações físicas, o que dificulta a autonomia.
Pensando nisso, o Polo Gastronômico de Teresópolis e empresários do comércio e turismo da cidade se reuniram nesta segunda-feira (26/07), na Terê Parque Pousada, para comemorar o Dia dos Avós de forma diferente: investiram na capacitação de seus colaboradores e também participarem de uma “experiência empática”.  A dinâmica, elaborada por Silvana Coelho, especialista na “Geração Prateada”, e que há 25 anos trabalha diretamente com esse público, faz com que a pessoa de outra faixa etária, se sinta no lugar do idoso com mais de 80.
“Ao longo desses 25 anos trabalhando diretamente com eles, o que mais fiz foi ouvi-los e, ao ouvi-los, procurei cada vez mais entendê-los. Ao compreender seus sonhos, desejos e principalmente suas necessidades, passei a observar o tratamento de modo geral dispensado ao idoso.Temos um Estatuto que garante seus direitos, já ultrapassamos mais 30 milhões de pessoas acima de 60 anos e, segundo a ONU, o Brasil até 2050 possivelmente será o país com maior número de idosos do mundo. Apesar disso, não estamos preparados para acolher a pessoa idosa como ela merece e necessita. Ao constatar tal realidade, atualmente me dedico em auxiliar pessoas que lidam com o público idoso. Desenvolvi este método, cujo objetivo é promover uma mudança comportamental, potencializar os serviços de atendimento e incentivar a longevidade com qualidade. Queremos viver mais e melhor. Acredito que por meio da empatia, somos capazes de transformar nossas atitudes. Precisamos nos preparar para um futuro que já está acontecendo. Afinal de contas, quem entende o idoso, atende bem qualquer pessoa”, explicou Silvana Coelho.
De acordo com Vânia Baddini, presidente do Polo Gastronômico de Teresópolis, como avó e empresária, ela se vê muito diferente das gerações anteriores. “Mesmo que estejamos antenados, produtivos e ativos, nós, empresários do comércio e do turismo de Teresópolis, sentimos a necessidade de nos prepararmos para receber os “novos avós”. A data não poderia ser mais oportuna”, comentou. 

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