sáb. jan 22nd, 2022

Justiça condena oito militares pela morte de músico e catador em 2019 no Rio

A Justiça condenou oito militares do Exército pela morte do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, em abril de 2019, em Guadalupe. O carro que Evaldo dirigia foi atingido por mais de 80 tiros, e Luciano, ao tentar socorrê-lo, também foi baleado e morto. A condenação de oito dos 12 militares envolvidos foi aceita após pedido do Ministério Público Militar (MPM), em julgamento que durou mais de 15 horas, das 9h à meia-noite, e foi marcado pelo clima de tensão – a viúva de Evaldo chegou a passar mal.
O tentente Ítalo da Silva Nunes, chefe da ação, recebeu pena maior e foi condenado a 31 anos e seis meses por duplo homicídio e tentativa de homicídio, já que havia outras pessoas dentro do veículo. Nunes foi responsável pela maior parte dos 82 disparos contra o carro do músico, e o laudo pericial identificou 652 partículas de pólvora em sua mão. Ele também foi o primeiro a atirar, além de ser o responsável pela equipe
Outros sete militares receberam pena de 28 anos pelos mesmos crimes. São eles: o sargento Fábio Henrique Souza Braz; o cabo Leonardo Oliveira; o soldado Gabriel Christian Honorato; o soldado Matheus Sant’Ana; o soldado Marlon Conceição; o soldado João Lucas Costa Gonçalo; e o soldado Gabriel da Silva de Barros.
Os oito condenados responderão em liberdade até o fim legal do processo. Outros quatro militares julgados foram absolvidos porque, segundo as investigações, não dispararam contra o carro de Evaldo: Vitor Borges Barros; William Patrick Nascimento, motorista da viatura; Paulo Henrique Araújo, responsável pela segurança da retaguarda; e Leonardo Delfino Costa, rádio operador.
A Justiça também aceitou o pedido do Ministério Público Militar (MPM) para absolver, por falta de provas, os 12 julgados por crimes de omissão de socorro e de tentativa de homicídio por excesso de força.

Fonte: O Dia

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