seg. dez 6th, 2021

“Podem morrer mais 500 mil pessoas na Europa até fevereiro”, alerta OMS

O aumento de casos na Europa começa a preocupar, cada vez mais, as autoridades sanitárias e não só. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já deu o alerta e revela que o principal problema são os 24% da população europeia que teima em não se vacinar, embora já tenha tido oportunidade de fazê-lo.
A OMS não teme, por isso, em referir-se a esta nova vaga de casos como a “pandemia dos não vacinados” e, em entrevista ao jornal La Vanguardia, Hans Kluge revela que se a situação assim se mantiver, a Europa pode vir a registrar mais 500 mil mortes até fevereiro.
O responsável da OMS na Europa afirma que o aumento do número de casos está relacionado com duas questões. Primeiro, o fato de o “processo de vacinação ter estabilizado ao invés de continuar a crescer”. Segundo, o relaxamento das medidas de segurança.
Em relação ao primeiro problema, Hans Kluge afirma que a questão não tem a ver com a falta de oferta de vacinas, mas sim com “o ceticismo” em relação às mesmas, prometendo criar um grupo de trabalho que vise acabar com as ‘fake news’ sobre a incolução.
O dirigente da OMS confessa ainda, “muito preocupado” com a evolução da pandemia, e revela que “foi feita uma projeção e até 1 de fevereiro, mais meio milhão de pessoas podem morrer na Europa”. Para que isso não aconteça, lembra que “é preciso: vacinação, máscaras e ventilação”.
“Vamos lançar, ao nível europeu, uma campanha de comunicação com influenciadores, país por país, com três mensagens. Primeira: as vacinas salvam vidas. Segunda: por favor, usem máscara, principalmente em ambientes fechados, onde não for possível garantir o distanciamento social e não houver ventilação. A terceira mensagem é a ventilação, porque não se fala suficientemente disso”, afirmou, referindo ainda que aguardam por um tratamento a ser aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos.
“Se houvesse um medicamento que reduzisse a mortalidade em 50%, seria um grande avanço”, atirou.
Hans referiu-se ainda à vacinação obrigatória considerando que esta deve ser uma opção apenas “em último recurso, depois de ter tentado todo o resto”.

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