qua. dez 8th, 2021

Técnicos do DNIT vistoriam pontos de alteração do projeto da União e Indústria

A revisão do projeto proposta pelo município prevê a inclusão de rotatórias, melhorias na sinalização e reordenamento do trânsito em diferentes pontos. O DNIT anunciou nesta semana a liberação de mais de R$ 10 milhões para incluir as adequações do projeto.
Depois da sinalização positiva, na última semana, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT ao pedido feito pelo prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes, para alterações no projeto de recuperação da Estrada União e Indústria, nesta sexta-feira (19), técnicos do órgão federal, da JDS Engenharia e Consultoria e da Santa Luzia Engenharia e Construções, que executam a obra na rodovia, percorreram os pontos onde as principais revisões foram solicitadas. A visita, que foi acompanhada pelo diretor-presidente da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes, Luciano Moreira, e pelo vice-presidente da Comissão de Trânsito da Câmara de Vereadores, Maurinho Branco, teve como objetivo avaliar a viabilidade técnicas das intervenções pleiteadas pelo município. Nesta semana, o DNIT anunciou, em Brasília, a liberação de mais R$ 10 milhões para que sejam feitas correções no projeto.
“A obra de recuperação da estrada União e Indústria é um marco fundamental no planejamento da mobilidade urbana da nossa cidade pelas próximas décadas. O que temos como objetivo agora é garantir que seja entregue ao município um equipamento que ajudará a solucionar problemas antigos do trânsito. Reduzir o impacto do trânsito na vida das pessoas é fundamental, porque reduz acidentes, o tempo de deslocamento e consequentemente gera economia e mais investimentos na nossa cidade”, ressaltou o prefeito Hingo Hammes. “Estamos acompanhando de perto as obras executadas pelo DNIT para nos certificarmos de que elas tratam de avanços significativos nesse sentido. Já estive em Brasília para tratar diretamente do assunto”, destacou.
Em Correas, o coordenador de engenharia do DNIT, Fernando Correa, e o coordenador geral do contrato, Sérgio Trece (da JDS Engenharia e Consultoria), além de técnicos do DNIT e da Santa Luzia, ouviram do diretor-presidente da CPTrans e do vice-presidente da Comissão de Trânsito da Câmara, as medidas necessárias para que a União e Indústria seja entregue não apenas com uma pavimentação e sinalização melhoradas, mas com soluções eficazes para problemas da mobilidade urbana. “Um dos pontos que apresentamos foi a necessidade de instalação de uma rotatória ou faixa de retorno no trecho da antiga Montreal e outra similar, próxima ao acesso à rua Visconde de Taunay, depois da ponte de Correas. A ideia é evitar que os veículos cruzem a pista fazendo conversão à esquerda. A entrada ou saída da ponte passa a ser feita com a conversão à direita, ou seja, sem cruzar a vias de sentido contrário, evitando assim o gargalo. Os retornos são as alternativas para quem faria a manobra para seguir tanto para o centro, quanto para os distritos”, informou Luciano Moreira.
Em outro ponto visitado nesta sexta-feira, uma situação semelhante. Hoje, quem vem do distrito de Itaipava já é obrigado a seguir mais uns metros adiante para fazer o retorno e somente então acessar Nogueira. “Com a revisão, seria construída uma nova rotatória mais à frente, próxima ao condomínio Bosque de Nogueira, e outra, alguns metros depois do acesso à Nogueira, no sentido Itaipava, próximo ao Hotel Buriti”, revela o diretor-presidente da CPTrans.
No pedido que foi apresentado na última semana pela Prefeitura e também reforçado pelo deputado federal Hugo Leal estão previstas, além da construção de novas rotatórias ao longo da estrada, correções e replanejamento na sinalização, além de recuos em alguns trechos da via. Aliado do município em Brasília, o deputado lembrou que, na última década, a cidade passou por importante reconfiguração na Estrada União e Indústria, com a chegada de novos empreendimentos. “Esta sempre foi uma via extremamente importante para o município, de grande movimento. Nos últimos anos, ainda tivemos a instalação de novos empreendimentos comerciais e residenciais que geraram um maior volume de veículos. A recuperação da Estrada União e Indústria é essencial não apenas para Petrópolis, mas para o Estado do Rio de Janeiro”, avaliou.

Rotatória do Carangola
Enquanto conversa com o DNIT sobre a possibilidade de adicionar novas rotatórias no projeto, a Prefeitura já está trabalhando na obra da rotatória do Carangola, que está em execução desde setembro e conta com recursos próprios do município. “Ali temos um dos principais gargalos do trânsito. As conversões para acessar tanto o bairro Carangola quanto a Estrada da Saudade são responsáveis por retenções e congestionamentos. A mesma acontece em vários outros pontos da rodovia. Por isso, a construção de rotatórias podem ajudar a reduzir o impacto sobre o trânsito e melhorar a mobilidade. Na revisão que encaminhamos ao Dnit estamos pontuando não apenas essas melhorias na infraestrutura viária, mas também de sinalização, incluindo as correções que precisam ser feitas dentro da obra que já foi executada. Um desses exemplos é o trecho de acesso ao bairro Nogueira”, destaca o diretor-presidente CPTrans, que lembra que, diariamente, cerca de 25 mil motoristas trafegam pela rodovia.

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