sáb. jan 22nd, 2022

Globo termina o ano com três novelas inéditas, mas com audiência em baixa

Hoje é o novo dia de um novo tempo, que começou, mas a festa não é sua nem nossa. Ou ainda não. A Globo começa a veicular nesta quarta-feira (1º) as tradicionais chamadas de fim de ano com seu elenco, omitindo a palavra “festa” da letra, em respeito às perdas acumuladas pela Covid. Isso não impede que a emissora programe uma série de chamadas para reforçar a ideia de retomada da vida normal, ainda que sua audiência, mesmo na liderança, resista em retornar aos patamares habituais.
Pela primeira vez em 21 meses, as três principais novelas da casa voltam a ser inéditas, condição que também norteia o pacotão de fim de ano a ser anunciado a partir desta quarta, quando outra mudança marca a linguagem visual da emissora: branco desde 2016, o logotipo, que já foi prateado, ganha cores, numa mudança visual que corrobora a esperança por dias melhores.
Diante de todos os esforços para voltar a gravar e apresentar algo novo, é inevitável notar que os números de audiência de “Um Lugar ao Sol”, novela das nove lançada em novembro, e “Quanto Mais Vida Melhor”, no ar desde a semana passada, nunca foram tão baixos.
Diretor da emissora, Amauri Soares observa que houve queda no número de televisores ligados e a Globo tem mantido sua fatia percentual (share) de participação nesse universo. “Nós temos uma avaliação detalhada disso e essa audiência é afetada sempre por um conjunto de fatores”, diz ele em entrevista à reportagem por videoconferência.
“Historicamente, há um período de luto entre uma novela e outra, há um momento em que as pessoas vão fazer outras coisas e depois voltam, nada anormal, essa audiência já está subindo.”
De toda forma, 23 pontos para um folhetim das nove da Globo na Grande São Paulo, onde cada ponto equivale a 205.377 pessoas, é um recorde negativo nesse espaço, assim como 20 pontos em “Quanto Mais Vida Melhor” é o mais baixo patamar já alcançado por uma trama das sete, e 16 pontos também põe “Nos Tempos do Imperador” historicamente aquém do horário das 18h.
A pandemia inflou a audiência da TV aberta e do streaming. Era esperado que isso se arrefecesse quando as pessoas voltassem a sair de casa. Mas, no caso da Globo, os números não voltaram a ser como antes e vinham performando até melhor durante as reprises de um mês atrás.
“É todo um contexto”, segue Soares. “Estamos em novembro, as pessoas estão saindo da toca, como você disse, existe um movimento de empregos sazonais em comércio, e o volume de desemprego é muito grande, argumenta ele, que não despreza o poder de outras telas.

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