sex. maio 20th, 2022

Defesa Civil passa a emitir boletim para risco de ocorrência de deslizamentos

Com a chegada do período de maior intensidade das chuvas no município, a Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias adequa os boletins informativos para orientação da população. Desde o início da primavera a equipe técnica adotou o “Boletim Geológico”, que poderá ser enviado em dias de chuva forte na cidade. A retomada da emissão do boletim visa destacar situações em que o sistema de monitoramento registra volumes significativos de chuva, durante um período de horas ou dias. O documento sinaliza as regiões que, em decorrência da chuva, têm maior potencial para a ocorrência de deslizamentos.
“Os boletins emitidos pela Defesa Civil são um mecanismo a mais de orientação para as comunidades localizadas em áreas de risco, que em dias de chuva forte já são alertadas com o envio de SMS, mensagens aos líderes comunitários em grupos de aplicativos e também com o acionamento do sistema de sirenes”, ressaltou o prefeito Hingo Hammes.
O secretário de Defesa Civil, o tenente coronel Gil Kempers, explica que constantemente são readequados os sistema e serviços para as necessidades de cada período. “Mantemos nosso sistema de monitoramento para cada situação, oferecendo mais agilidade de atuação, seja para a comunidade seja para nossas equipes, em momento de emergência”, destacou o secretário.
O envio do “Boletim Geológico” é feito a partir da identificação de situação de risco, sendo divulgado especificamente nos dias em que a chuva pode gerar danos à população que ocupa áreas de risco. “Identificamos a necessidade do envio do comunicado para reforçar as ações de prevenção e preparação tendo em vista o risco de deslizamentos. A partir do sistema de monitoramento conseguimos identificar as regiões onde há maior volume de chuva, o que consequentemente aponta a maior probabilidade de ocorrências, o que buscamos espelhar no boletim”, pontuou o diretor técnico da Defesa Civil, o geógrafo Luiz Henrique Alves da Silva, que explica ainda que os acumulados de pluviosidade influenciam diretamente nas condições de estabilidade do solo. “Índices físicos, tais como grau de saturação e peso específico, associados às características do relevo do município podem desencadear movimentos do solo”.
Os boletins informativos são enviados a partir de análises preliminares de risco para a cidade, como ocorreu durante o período de estiagem com a emissão do “Boletim de Risco de Incêndio em Vegetação”, que alertava para as regiões com elevada possibilidade de ocorrência de incêndios em vegetação.

Defesa Civil emitiu 100 boletins de risco de incêndio no período de seca
Em 80% dos boletins de Risco de Incêndio em Vegetação, ao menos um dos cinco distritos do município, foi destacado como área de risco alto ou muito alto. As regiões do quarto e quinto distritos, na maior parte dos 100 avisos emitidos, estiveram com índice significativos de baixa umidade relativa do ar. Essas localidades foram as que apresentaram o maior número de ocorrências de incêndio neste ano. De acordo com o levantamento do Corpo de Bombeiros, 76 dos 131 casos de fogo em vegetação ocorreram entre o 3°, 4° e 5° distritos.
Nos três meses de envio diário do boletim, o documento serviu como base para a organização de trabalho das equipes que atuam no apoio ao Corpo de Bombeiros para o controle de queimadas de grandes proporções na cidade. “Os boletins de risco de incêndio foram importantes instrumentos, tanto para a população, quanto para as nossas equipes, pois sinalizaram as áreas e os dias de maior probabilidade de ocorrências e assim foi possível planejar o trabalho. Agora, com a chegada do período de chuvas, o boletim será voltado para o destaque de localidades com maior possibilidade de deslizamentos”, destacou o secretário de Defesa Civil, o tenente coronel Gil Kempers.

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