seg. maio 16th, 2022

Firjan: PIB fluminense cresce 1,5% no terceiro trimestre do ano

Resultado confirma dinamismo da economia no estado frente a economia nacional. Cadeia de construção civil se destaca com a recuperação de empregos, com um saldo positivo de 13.430 vagas até outubro. Com avanço na vacinação, federação projeta o Produto Interno Bruto do Rio de Janeiro em 4,4% em 2021
O Produto Interno Bruto (PIB) fluminense teve alta de 1,5% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre do ano. A análise da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) destaca o quinto trimestre seguido de taxa positiva e confirma maior dinamismo da economia fluminense frente a economia nacional, que registrou recuo de 0,1%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2020, a alta foi de 4,2%, beneficiado pelo arrefecimento da pandemia no estado e a normalização da mobilidade urbana.
Os dados são do estudo “Rio de Janeiro: resultados e perspectivas para o PIB”, divulgado pela Firjan. O resultado do terceiro trimestre reforça a perspectiva positiva de que a economia fluminense vai encerrar o ano retomando o caminho para uma trajetória mais sólida de crescimento. “Diante desse ambiente mais favorável, a projeção para a atividade econômica fluminense foi ligeiramente revisada para cima desde a última nota, de 4,2% para 4,4% ao fim de 2021”, destaca o presidente em exercício da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Gerente de Estudos Econômicos da federação, Jonathas Goulart destaca que, na análise setorial, a indústria da construção civil continua sendo o grande destaque da economia fluminense. “No terceiro trimestre de 2021, o segmento cresceu 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado”, informa o economista.
O momento favorável da cadeia de construção civil é confirmado pela recuperação do mercado de trabalho formal, que registrou um saldo positivo de 13.430 vagas de empregos no ano até outubro de 2021, recuperando todas as vagas perdidas durante a pandemia. A indústria de transformação também registrou bom desempenho, a despeito das dificuldades nas cadeias de insumos. O segmento registrou taxa de crescimento de 5,7% no período em relação ao terceiro trimestre de 2020.
O setor de serviços também teve resultado positivo (+4,5%) frente ao terceiro trimestre de 2020, impulsionado pelo avanço da vacinação que repercutiu sobre a recuperação da mobilidade urbana e sobre o desempenho mais favorável no mercado de trabalho.

Conjuntura internacional e nacional adversa
faz Firjan revisar para baixo projeção do PIB em 2022
Tanto a conjuntura internacional quanto a nacional enfrentam algumas condições mais adversas nos últimos meses, tornando o cenário para 2022 bastante desafiador, segundo a análise da Firjan. As perspectivas de crescimento das economias mundiais foram revisadas para baixo, diante de uma taxa de juros mais elevada para conter o aumento do nível de preços global, entre outros fatores.
Já a nível interno, a possibilidade de uma mudança na regra do teto de gastos ganhou ainda mais força, tornando as perspectivas para as contas públicas em nível federal mais pessimistas. Vale destacar que, além do grave problema fiscal, o elevado nível de preços da economia brasileira também vem pressionando a taxa de juros para cima.
“Diante da piora em relação ao cenário nacional, que tem sido um entrave a retomada mais consistente da confiança na atividade econômica fluminense, revisamos para baixo a previsão de crescimento do Rio de Janeiro para 2,0% no próximo ano. Já no nível nacional esperamos um crescimento do PIB de 0,5% em 2022”, alerta o gerente de Estudos Econômicos da federação.
O estudo da Firjan traz ainda cenários alternativos para 2022. No cenário pessimista, devido à desaceleração global, agravando e reduzindo o crescimento dos países emergentes exportadores, como o Brasil, e impactando a balança comercial fluminense, os técnicos da federação estimam o PIB do Rio em apenas 0,8%.
Já no cenário otimista, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro estima um crescimento da economia fluminense em 3,4% do PIB em 2022, diante de uma aceleração no ritmo de retomada da economia mundial e da necessária aprovação das reformas administrativa e tributária de maneira ampla.

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