qui. jun 30th, 2022

Queniana e etíope vencem no retorno da corrida de São Silvestre

A São Silvestre voltou em 2021 com os mesmos resultados de 2018. O etíope Belay Bezabh venceu a corrida masculina e a queniana Sandrafelis Chebet, a feminina. Foram os mesmos ganhadores de três anos atrás. Ambos estavam entre os favoritos de suas categorias na prova de rua disputada em São Paulo.
Foi a volta do evento ao calendário esportivo da capital paulista após a pausa em 2020 por causa da pandemia da Covid-19. Tratou-se da primeira vez que a prova não foi disputada desde a primeira edição, em 1925. Na época, era reservada apenas para homens. A primeira participação de mulheres aconteceu em 1975.
O brasileiro Daniel Ferreira correu 14 dos 15 quilômetros da prova ao lado de Bezabh e parecia que poderia surpreender. Um atleta da casa não vencia desde Marílson dos Santos, em 2010. Mas, nos metros finais, antes da entrada na Avenida Paulista, mesmo local da largada, o etíope disparou para cruzar a linha de chegada em primeiro.
O tempo de 44min54 de Bezabh não bateu os 42min59 obtidos por Kibiwot Kandie, do Quênia, campeão em 2019.
A largada feminina contou com 20 atletas do pelotão de elite e a prova foi dominada desde o início pela queniana Sandrafelis Chebet, considerada o principal nome da prova, e pela etíope Yenneesh Dinkesa. Chebet havia vencido a São Silvestre em 2018. Dinkesa, neste ano, terminou a Maratona de Paris na 2ª posição.
A partir do 8º quilômetro, a corredora do Quênia aumentou o ritmo e passou a liderar com folgas até a vitória.
Ela fez o tempo de 50min07, superior ao recorde obtido pela sua compatriota Jemima Summong, que fez 48min35 em 2016.
A melhor brasileira foi Jenifer do Nascimento, terceira colocada.
Desde a vitória de Lucélia Peres, em 2006, a prova feminina tem sido dominada pelas quenianas. Nas 14 corridas desde então, atletas do país venceram 11 vezes. A única a conseguir quebrar essa hegemonia foi Yimer Wude Ayalew, da Etiópia, ganhadora em 2008, 2014 e 2015.
A São Silvestre tem sido dominada pelos africanos. Neste século, apenas cinco vezes na corrida masculina e quatro na feminina um vencedor não foi desse continente. Em 2017, Dawit Admasu ganhou pelo Bahrein, nação pela qual se naturalizou. Em 2014, ele subiu ao local mais alto do pódio pela Etiópia, sua terra natal.

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