sex. maio 20th, 2022

Gasolina fecha 2021 com alta de 46,7% em comparação a 2020

Apesar da tendência de estabilidade, o ano termina com a gasolina e o etanol custando mais caro do que em 2020. É o que aponta o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL). O mês de dezembro fechou com a gasolina custando em média R$ 6,890 nos postos de abastecimento, alta de 46,7% em relação a dezembro do ano passado, quando custava R$ 4,696. No comparativo com o mês de novembro, o combustível ficou 0,52% mais barato em dezembro.
Já o etanol, com valor médio atual de R$ 5,779, registrou acréscimo de 56,5% em relação a dezembro do ano anterior. Bem como a gasolina, o combustível vem apresentando queda desde a primeira quinzena de dezembro e o valor, que fechou novembro a R$ 5,853, baixou 1,26% em um mês. O diesel se manteve estável em relação ao último mês. Com baixa de 0,08%, o preço médio do diesel fechou em R$ 5,612.
Porém, considerando o valor cobrado em dezembro do ano passado, em que a média chegava a R$ 3,841, houve um acréscimo de 46,1% no preço. O diesel S-10 também fechou com o valor estável, a R$ 5,676, baixa de 0,08% em relação a novembro, 46,6% mais caro se comparado a dezembro do ano passado.
“Assim como no início de dezembro, o Índice de Preços Ticket Log (IPTL) identificou novamente uma tendência de estabilidade no ritmo de alta dos preços dos combustíveis. Porém, as médias continuam elevadas e o valor da gasolina e do etanol ainda pesa no bolso dos motoristas brasileiros” destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.
Apesar de ter a maior variação de baixa no valor, de 1,54%, em relação a novembro, o Centro-Oeste permanece no ranking da Região com a gasolina mais cara do país, cobrada a R$ 6,951. Em contrapartida, a mesma região comercializou o etanol mais barato, a R$ 5,346, e com a maior redução de preço, de 6,80%. Já o Sul se destacou na análise com a gasolina mais barata, comercializada a R$ 6,723, e o etanol mais caro (R$ 6,188).
No recorte por estado, o Rio de Janeiro continuou vendendo a gasolina mais cara do país, a R$ 7,282, e o Amapá a mais barata, a R$ 6,388. A gasolina que sofreu maior aumento foi a de Roraima, que passou de R$ 6,846 para R$ 6,931, um acréscimo de (1,24%). Já a que apresentou maior redução (3,50%) foi a gasolina do do Rio Grande do Norte, que passou de R$ 7,149 para R$ 6,899.
Ainda na análise por estado, Roraima também se destaca com o maior aumento no valor do etanol, de 3,49%, passando de R$ 6,184 para R$ 6,400. O Rio Grande do Sul teve a maior média do país, com R$ 6,983. Já o estado do Mato Grosso, registrou a maior redução no valor do etanol (4,50%), que passou de R$ 5,461 para R$ 5,215. São Paulo também teve grande representatividade na baixa de valor desse combustível, sendo o Estado a cobrar o menor valor médio (R$ 5,078) e a apresentar uma das maiores baixas (4,22%).
Em relação ao diesel, quase todas as regiões do Brasil registraram alguma queda ou estabilidade no valor do diesel comum ou do S-10. A exceção foi a região Norte, que apresentou a maior média para o diesel comum (R$ 5,836) e para o diesel S-10 (R$ 5,892), com acréscimos de 0,03% e de 0,05% respectivamente. O Sul teve resultado inverso, sendo a região com a menor média no valor do diesel comum (R$ 5,197) e do diesel S-10 (R$ 5,247) e declínios de 0,29% e 0,23% nos valores, respectivamente.
Na análise por Estado, o Acre comercializou o diesel comum pela maior média nacional, a R$ 6,337, e para o diesel S-10 (R$ 6,279). Já as menores médias foram encontradas no Paraná: R$ 5,108 para o diesel comum e R$ 5,162 para o S-10. Roraima foi o estado que registrou os maiores aumentos para o diesel comum (2,04%) e S-10 (0,99%). Já as maiores quedas foram de 2,15% para o diesel comum no Amapá e de 1,44% para o diesel S-10 em Goiás.

Fonte: Portal Terra

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