qua. maio 18th, 2022

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JULY 26: People enjoy the weather by Copacabana Beach amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on July 26, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. The practice of physical activities on boardwalks and individual sports at sea is allowed. However, the use of chairs and tents on the sand is still prohibited. Starting next week group sports such as volleyball and football can be practiced, but only on weekdays. (Photo by Andre Coelho/Getty Images)

Estado do Rio registra 12 mil casos de covid-19 em 24 horas

O estado do Rio de Janeiro registrou mais 12.001casos de covid-19 em 24 horas. O painel mantido pelo governo para monitorar o cenário epidemiológico é atualizado sempre às 17h. Os números desta quarta-feira (12) apontam para o recorde de 2022. O maior número de casos neste início de ano tinha sido registrado ontem (11), quando houve 10.489 ocorrências.
O painel revela que mais sete pessoas morreram por complicações da covid-19. Ontem morreram 14 pessoas. No entanto, as unidades de saúde ainda estão com boa capacidade de atendimento no estado. A taxa de ocupação dos leitos de enfermaria está em 8% e a de unidade de terapia intensiva (UTI) exclusiva para tratamento da covid-19 está em 10,4%.
Na capital fluminense, o monitoramento realizado pela prefeitura mostra que, apenas ontem, foram registradas 1.088 novas ocorrências de covid-19. Neste ano já foram confirmados 37.447 casos da doença, dos quais 81 evoluíram para quadros graves. Quatro pessoas morreram.
Na semana passada, o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, reconheceu que os casos aumentaram com a chegada da variante Ômicron. A Ômicron vinha se alastrando na Europa desde novembro. Segundo Soranz, a variante dissemina-se de forma mais rápida, mas não tem gerado aumento de casos graves.
Após 17 semanas com redução de registros de covid-19, de repente, houve aumento de casos no estado do Rio, o que é é indicativo de uma nova variante, disse o secretário. “Toda vez que temos nova variante chegando significa que teremos mais casos. Felizmente, não está havendo aumento de casos graves, óbitos e internações. Claro que isso ainda é precoce, estamos avaliando”, acrescentou Soranz, na ocasião.

Vacinação
A Secretaria Municipal de Saúde enfatiza a importância da terceira dose da vacina para enfrentar o novo avanço da doença. Conforme os dados da pasta, 36,4% da população da cidade do Rio de Janeiro com 18 anos ou mais já receberam o reforço do imunizante, que é aplicado quatro meses após a segunda dose.
Entre os pacientes atualmente internados por covid-19 na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital fluminense, cerca de 90% não têm o esquema vacinal completo (incluindo a terceira dose) e aproximadamente 38% não tomaram nenhuma dose.
Reunido na manhã de hoje, o comitê de especialistas que assessora a prefeitura no enfrentamento à covid-19 destacou os benefícios da imunização. De acordo com o comitê, apenas 0,1% dos casos avaliados no município é grave, o que demonstra claramente a eficácia das vacinas na prevenção de casos graves e de mortes. “Neste momento já há evidência epidemiológica para afirmar que grupos vulneráveis vacinados, assim como os idosos que têm mais comorbidades, apresentam quadros de síndrome gripal mais leve com a nova variante. Os dados analisados expressam que os pacientes internados têm status vacinal inversamente proporcional à proteção plena, e que os óbitos ocorrem 30 vezes mais entre os não vacinados”, diz a súmula da reunião.
O comitê também reforçou a recomendação de uso obrigatório de máscaras em locais fechados e nos meios de transporte, assim como o início da vacinação das crianças. A prefeitura já divulgou um calendário escalonado para aplicar a primeira dose em crianças de 5 a 11 anos entre 17 de janeiro e 9 de fevereiro.

Da Agência Brasil

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