Foto: Ascom PMP

Grupo de Trabalho de prevenção à violência nas escolas faz primeira reunião

O Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar de Prevenção e Enfrentamento à Violência nas Escolas fez, nessa sexta-feira (14), sua primeira reunião.
Criado pelo prefeito Rubens Bomtempo no início da semana, o grupo reúne órgãos da Prefeitura e outras instituições, também envolvidas com a segurança das escolas.
Participaram dessa primeira reunião diversas secretarias da Prefeitura, CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Polícia Militar, Ministério Público, Conselho Tutelar, Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) e o sindicato das escolas particulares.
“Essa reunião é só o início de um trabalho. Juntos, com muita participação popular, ouvindo todos os atores envolvidos, todas as instituições envolvidas, vamos deixar as nossas escolas cada vez mais seguras. Para isso, estamos construindo e implantando medidas de curto, médio e longo prazo”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.
A reunião foi realizada na sede da Prefeitura. E o grupo decidiu que as reuniões serão semanais.
“A escola é um local muito seguro. Temos que discutir como tornar a nossa sociedade mais segura. Até porque qualquer lugar que reúna pessoas está sujeito a ser alvo de alguma violência. Por isso, vamos trabalhar a segurança nas escolas de forma intersetorial, de forma mais ampla, buscando a promoção da paz e a solução dos conflitos”, disse a secretária de Educação, Adriana de Paula.

Declarações
Durante a reunião, os participantes apresentaram propostas e, de uma maneira geral, argumentaram que armar as escolas não é a solução. O grupo falou sobre a importância de ações de promoção da cultura da paz nas escolas.

Marcus São Thiago (coordenador especial de Articulação Institucional)
“Nasci e fui criado dentro de escola. Então, por isso, entendo que vivemos hoje um momento muito difícil. Sei que, em educação, não se improvisa. Medidas devem ser construídas dentro das escolas. Os educadores têm que ser ouvidos sim”.

Rose Silveira (Sepe)– “Forças de segurança serão sempre bem-vindas nos projetos de promoção da paz. Mas somos contra policiais armados dentro da escola, muito menos empresas privadas de segurança. Somos favoráveis aos livros, e não às armas. Somos contra o uso das armas nas imediações das escolas”.

Ursula Curi (tentente do 26º BPM) – “A escola não tem que ser enclausurada, mas tem que ter regras mínimas de segurança. Segurança pública está muito longe de ser só policiamento na rua”.

Maria Elisa Badia (Sinepe – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro) – “A presença de policiais armados nas escolas gera um desconforto entre as crianças, na cabecinha delas. Os estudantes ficaram muito afetados de domingo para segunda por conta da internet. Precisamos contar com a presença das famílias nesse diálogo”.

Elsie-Elen (coordenadora do Petrópolis da Paz) – “A mediação de conflitos não traz a bandeira da solução de todos os conflitos. O conflito é inerente ao ser humano. O que temos que fazer é que os nossos conflitos em conflito com o conflito do outro não gerem uma grande confusão”.

Medidas de curto, médio e longo prazo
Na reunião, a secretária-chefe de Gabinete e presidente do CMDCA, Luciane Bomtempo, disse que o governo municipal prepara um projeto de lei criando a mediação escolar, para a solução de conflitos. O projeto de lei será encaminhado à Câmara.
A secretária de Educação, Adriana de Paula, anunciou medidas de curto, médio e longo prazo tomadas pela Prefeitura para a prevenção à violência nas escolas.
São elas: câmeras em todas as escolas; integração dessas câmeras ao Cimop (Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis); a instalação do botão do pânico nas escolas (para acionar autoridades em caso de necessidade de ajuda); investimento na Ronda Escolar; a retomada do programa ProPaz (Promotores da Paz); uniforme para todos os alunos e funcionários (para que um visitante seja mais facilmente identificado); ampliação do quadro de profissionais multidisciplinares na promoção da cultura da paz (psicólogos, assistentes sociais etc.); ampliação do programa Petrópolis da Paz; o fortalecimento do programa Todos Contra o Bullying; e a mediação escolar de conflitos.

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