{"id":40004,"date":"2024-05-29T18:15:27","date_gmt":"2024-05-29T21:15:27","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=40004"},"modified":"2024-05-29T18:15:29","modified_gmt":"2024-05-29T21:15:29","slug":"cineclube-raul-lopes-exibe-a-maquina-infernal-com-debate-sobre-cinema-de-genero-com-o-diretor-francis-vogner-dos-reis-e-o-professor-nelson-monteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2024\/05\/29\/cineclube-raul-lopes-exibe-a-maquina-infernal-com-debate-sobre-cinema-de-genero-com-o-diretor-francis-vogner-dos-reis-e-o-professor-nelson-monteiro\/","title":{"rendered":"Cineclube Raul Lopes exibe &#8220;A M\u00e1quina Infernal&#8221; com debate sobre cinema de g\u00eanero com o diretor Francis Vogner dos Reis e o professor Nelson Monteiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Filme aborda o apocalipse da classe oper\u00e1ria e a resist\u00eancia po\u00e9tica no cotidiano industrial; sess\u00e3o gratuita acontece s\u00e1bado (1\u00ba.06) na Sala Humberto Mauro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Cineclube Raul Lopes apresenta &#8220;A M\u00e1quina Infernal&#8221;, filme dirigido por Francis Vogner dos Reis, em uma sess\u00e3o gratuita na Sala Humberto Mauro, no s\u00e1bado, 1\u00ba de junho, \u00e0s 19h. Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 um debate com a presen\u00e7a do diretor e do professor Nelson Monteiro, proporcionando ao p\u00fablico uma oportunidade de aprofundar a compreens\u00e3o sobre o cinema de g\u00eanero e as tem\u00e1ticas abordadas na obra, como a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho.<br>O evento faz parte do projeto \u201cCineclube Raul Lopes em Todo Lugar\u201d, financiado pela Lei Paulo Gustavo. O filme &#8220;A M\u00e1quina Infernal&#8221; (2021) \u00e9 uma f\u00e1bula sobre o apocalipse da classe oper\u00e1ria, com dura\u00e7\u00e3o de 30 minutos. A exibi\u00e7\u00e3o, que contar\u00e1 com acessibilidade em Libras e distribui\u00e7\u00e3o de pipoca, ser\u00e1 seguida pelo debate aberto ao p\u00fablico.<br>Francis Vogner dos Reis, em entrevista \u00e0 revista portuguesa &#8220;Tribuna do Cinema&#8221;, descreveu &#8220;A M\u00e1quina Infernal&#8221; como uma tentativa de transfigurar a imagem da regi\u00e3o industrial do Grande ABC, sua terra natal, em uma narrativa que combina medo, horror e cansa\u00e7o. O filme estreou na se\u00e7\u00e3o Pardi di Domani do 74\u00ba Locarno Film Festival e aborda a viol\u00eancia da precariedade e do desamparo, propondo tamb\u00e9m uma resist\u00eancia po\u00e9tica atrav\u00e9s da beleza cotidiana.<br>A escolha do g\u00eanero, comum a outros diretores brasileiros como Kleber Mendon\u00e7a Filho e Adirley Queiroz, permite explorar quest\u00f5es sociais e hist\u00f3ricas de forma menos convencional. Francis destaca que o cinema de g\u00eanero oferece uma experi\u00eancia \u00fanica ao espectador, acessando tanto a raz\u00e3o quanto o inconsciente, e proporcionando uma aventura emocional e racional. Ele acredita que o cinema de g\u00eanero \u00e9 capaz de revelar aspectos do esp\u00edrito de um tempo e dos espectros hist\u00f3ricos que influenciam a vida social no Brasil, oferecendo ao espectador uma nova forma de compreens\u00e3o atrav\u00e9s de est\u00edmulos sensoriais e emocionais.<br>Francis \u00e9 cineasta, curador e cr\u00edtico de cinema, com mestrado em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP. Sua trajet\u00f3ria inclui colabora\u00e7\u00f5es com a Revista Cin\u00e9tica e Filme Cultura, al\u00e9m de co-autoria do livro &#8220;O Autor no Cinema&#8221; com Jean-Claude Bernardet. \u00c9 curador da Mostra de Cinema de Tiradentes, Mostra Cine Ouro Preto e Cine BH, e roteirista de v\u00e1rios longas-metragens como \u201cO Jogo das Decapita\u00e7\u00f5es\u201d (2013), de Sergio Bianchi, e do document\u00e1rio Guarnieri (2017), de Francisco Guarnieri. Como produtor, trabalhou no longa &#8220;Sem Raiz&#8221; (2017), de Renan Rovida, e \u00e9 diretor e roteirista do curta-metragem &#8220;A M\u00e1quina Infernal&#8221; (2021).<br>O debatedor convidado, professor Nelson Marques Queiroz Monteiro, tem uma extensa carreira acad\u00eamica e sindical. Com forma\u00e7\u00e3o em Filosofia da Educa\u00e7\u00e3o, Direito, Psicologia e Pedagogia, ele atuou como professor universit\u00e1rio em diversas disciplinas relacionadas ao direito e \u00e0 pol\u00edtica, al\u00e9m de trabalhar como assessor sindical em Minas Gerais. Monteiro tamb\u00e9m se dedica ao estudo de Teologia e Literatura, trazendo uma perspectiva ampla e diversificada para o debate.<br>A programa\u00e7\u00e3o do projeto \u201cCineclube Raul Lopes em Todo Lugar\u201d \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Governo Federal, Minist\u00e9rio da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e tem o apoio da Prefeitura de Petr\u00f3polis e Instituto Municipal de Cultura, atrav\u00e9s da Lei Paulo Gustavo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o projeto<br><\/strong>O Cineclube Raul Lopes em Todo Lugar se dedica a exibi\u00e7\u00f5es acess\u00edveis em diversos locais da cidade, promovendo cinemas perif\u00e9ricos e independentes. Com convidados debatendo temas variados, aborda quest\u00f5es como democracia, direitos das mulheres, LGBTQI+, trabalhadores, racismo e desafios sociais. Fundado em 2016 e dirigido por Lilia Monteiro, o cineclube realiza sess\u00f5es gratuitas, presenciais e online, atraindo um p\u00fablico diversificado que valoriza o cinema e a reflex\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o<br><\/strong>Cineclube Raul Lopes em Todo Lugar &#8211; Exibi\u00e7\u00e3o do filme &#8220;A M\u00e1quina Infernal&#8221; seguida de debate<br>Data: S\u00e1bado, 1\u00ba de junho<br>Hor\u00e1rio: 19h<br>Local: Sala Humberto Mauro, Centro de Cultura<br>Entrada: Gratuita<br>Acessibilidade: Libras dispon\u00edvel<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filme aborda o apocalipse da classe oper\u00e1ria e a resist\u00eancia po\u00e9tica no cotidiano industrial; sess\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38574,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/jornaldeitaipava.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Centro-de-Cultura-Raul-de-Leoni_Foto-Isabela-Bentes.jpeg?fit=600%2C400&ssl=1","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40004"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40005,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40004\/revisions\/40005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}