{"id":40061,"date":"2024-06-04T10:51:55","date_gmt":"2024-06-04T13:51:55","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=40061"},"modified":"2024-06-04T10:51:59","modified_gmt":"2024-06-04T13:51:59","slug":"estacao-aventura-reencontro-dos-dinossauros-do-montanhismo-marca-a-abertura-da-temporada-2024-em-teresopolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2024\/06\/04\/estacao-aventura-reencontro-dos-dinossauros-do-montanhismo-marca-a-abertura-da-temporada-2024-em-teresopolis\/","title":{"rendered":"Esta\u00e7\u00e3o Aventura: Reencontro dos dinossauros do montanhismo marca a abertura da Temporada 2024 em Teres\u00f3polis"},"content":{"rendered":"\n<p>A emo\u00e7\u00e3o e o saudosismo tomaram conta do II Encontro dos Montanhistas Dinossauros de Teres\u00f3polis. De um lado, praticantes de montanhismo de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, e do outro, o padre Adamastor Urbani que, em 1992 celebrou, no pico da montanha, a missa em comemora\u00e7\u00e3o aos 80 anos da conquista do Dedo de Deus, forma\u00e7\u00e3o rochosa na Serra dos \u00d3rg\u00e3os considerada o s\u00edmbolo nacional do montanhismo.<br>&#8220;\u00c9 um reencontro com meu passado, estou muito feliz em rev\u00ea-los. Muitos eram adolescentes e hoje s\u00e3o adultos. Havia muito preconceito naquela \u00e9poca, o montanhismo era considerado um esporte de doido, de pessoas que sa\u00edam \u00e0 noite pra subir em pedras, como diziam&#8221;, relatou o padre Adamastor.<br>Atualmente com 77 anos e vig\u00e1rio na Par\u00f3quia Nossa Senhora da Ajuda, em Guapimirim, o Padre Adamastor calcula que no per\u00edodo em que esteve em Teres\u00f3polis, entre 1985 e 1995, tenha subido mais de 100 vezes at\u00e9 a Pedro do Sino, ponto culminante do Parque Nacional da Serra dos \u00d3rg\u00e3os, levando mais de mil jovens para a pr\u00e1tica do montanhismo.<br>Realizado no \u00faltimo s\u00e1bado, 1\u00b0 de junho, na Casa de Cultura Adolpho Bloch, o evento marcou a abertura da programa\u00e7\u00e3o da Temporada de Montanha de Teres\u00f3polis. \u201cTodos respeitam o evento anual realizado na Urca pela Federa\u00e7\u00e3o dos Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro. Mas, valorizando o t\u00edtulo de Capital Nacional do Montanhismo, Teres\u00f3polis faz a sua pr\u00f3pria cerim\u00f4nia em homenagem aos praticantes do montanhismo e que divulgam a nossa cidade por meio desse esporte\u201d, destacou Elizabeth Mazzi, secret\u00e1ria municipal de Turismo, acompanhada pelo subsecret\u00e1rio Henrique Silva, pela subsecret\u00e1ria de Eventos, Julie Siqueira, e a coordenadora da Casa de Cultura, Rita Mello.<br>Boas lembran\u00e7as: Entre os participantes da celebra\u00e7\u00e3o realizada em 1992 no cume do Dedo de Deus estava Henrique Silva, subsecret\u00e1rio de Turismo de Teres\u00f3polis. &#8220;Na \u00e9poca, os pais s\u00f3 permitiam que os filhos fizessem escalada porque estavam com o padre Adamastor. Muito bom saber que ajudamos a abrir caminho para as novas gera\u00e7\u00f5es. Hoje o acesso \u00e9 mais f\u00e1cil e a pr\u00e1tica do esporte, mais segura&#8221;, assinalou.<br>Na \u00e9poca, o montanhista S\u00e9rgio Goes tinha 18 anos. \u201c\u00c9 muita lembran\u00e7a boa, passa um filme na cabe\u00e7a da gente. Estamos na montanha por causa do padre Adamastor\u201d, revelou. Quem tamb\u00e9m relembrou os velhos tempos foi Leandro Nobre, do extinto Centro Excursionista Serra dos \u00d3rg\u00e3os (CESO) e integrante do Centro Excursionista de Teres\u00f3polis (CET) . \u201cO mais importante \u00e9 cultivar esses encontros com figuras hist\u00f3ricas como o padre Adamastor, que fez muita diferen\u00e7a na nossa juventude de montanhista\u201d.<br>Descendente da fam\u00edlia dos irm\u00e3os Ac\u00e1cio, Alexandre e Am\u00e9rico de Oliveira, desbravadores do Dedo de Deus, feito ocorrido em 1912, e bisneta de Malvino Am\u00e9rico de Oliveira, um dos conquistadores, em 1933, da Verruga do Frade, Adriana Rosa tamb\u00e9m participou do II Encontro dos Montanhistas Dinossauros. \u201cSou do Centro Excursionista Teresopolitano, que ano passado completou 25 anos de exist\u00eancia. \u00c9 muito emocionante participar desse encontro e rever tantos praticantes do montanhismo\u201d, disse.<br>Mem\u00f3rias em fotos: O II Encontro dos Montanhistas Dinossauros contou com uma exposi\u00e7\u00e3o de fotografias registrando as tr\u00eas missas celebradas no pico do Dedo de Deus, considerado o s\u00edmbolo do montanhismo nacional. A primeira foi em 29 de junho de 1945 pelo padre Pio Ottoni Jr, em homenagem aos 20 pracinhas de Teres\u00f3polis que lutaram na 2\u00aa Guerra Mundial; a segunda em 1992, com o padre Adamastor Urbani, pelos 80 anos da conquista da montanha, e a terceira, em abril de 2002, com o frei J\u00falio C\u00e9sar Borges do Amaral, marcando os 90 anos do desbravamento da montanha.<br>O evento foi encerrado com a exibi\u00e7\u00e3o de fotografias das conquistas do alpinista teresopolitano Mozart Cat\u00e3o (14\/06\/1962 &#8211; 03\/02\/1998). Primeiro brasileiro a subir o monte Everest, o primeiro a pedalar no topo do Aconc\u00e1gua e recordista mundial da subida com bicicleta do monte Kilimanjaro, Cat\u00e3o tem o nome mencionado tr\u00eas vezes no Guinness Book of Records. Com expedi\u00e7\u00f5es aos Andes, aos Alpes, aos Apalaches, ao Maci\u00e7o Central do Alasca, al\u00e9m do Himalaia, Mozart Cat\u00e3o morreu em 1998 quando tentava escalar a face sul do Monte Aconc\u00e1gua, na Argentina, em companhia de Othon Leonardos e do teresolitano Alexandre Oliveira.<br>\u201cMozart amava o que fazia, era disciplinado, construiu uma carreira limpa e me deixou essa li\u00e7\u00e3o de vida: fazer sempre o que ama e da melhor forma poss\u00edvel\u201d, finalizou o irm\u00e3o, Marco Cat\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A emo\u00e7\u00e3o e o saudosismo tomaram conta do II Encontro dos Montanhistas Dinossauros de Teres\u00f3polis.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40062,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[5],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/jornaldeitaipava.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/4-A-alegria-do-reencontro-dos-montanhistas-dinossauros-de-Teresopolis.jpeg?fit=1600%2C1200&ssl=1","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40061"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40061"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40061\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40063,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40061\/revisions\/40063"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}