{"id":45406,"date":"2025-04-19T11:20:06","date_gmt":"2025-04-19T14:20:06","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=45406"},"modified":"2025-04-19T11:20:07","modified_gmt":"2025-04-19T14:20:07","slug":"cannabis-medicinal-no-tratamento-da-dor-cronica-o-caso-de-neiva-e-os-avancos-na-medicina-integrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2025\/04\/19\/cannabis-medicinal-no-tratamento-da-dor-cronica-o-caso-de-neiva-e-os-avancos-na-medicina-integrativa\/","title":{"rendered":"Cannabis medicinal no tratamento da dor cr\u00f4nica: O caso de Neiva e os avan\u00e7os na Medicina Integrativa"},"content":{"rendered":"\n<p>A dor cr\u00f4nica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o invis\u00edvel, mas profundamente debilitante, que afeta milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo. Quando os tratamentos convencionais falham e os efeitos colaterais superam os benef\u00edcios, alternativas terap\u00eauticas precisam ser consideradas \u2014 e \u00e9 nesse contexto que a cannabis medicinal vem ganhando protagonismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso de Neiva Lenita Zibordi Pelegrini, de 75 anos, moradora de Juiz de Fora, \u00e9 um exemplo marcante de como os fitocanabinoides podem transformar a vida de pessoas que convivem com dor constante. Desde 2013, ela enfrentava dores intensas nos joelhos devido a um quadro de artrose. \u201cAs dores dificultavam minha locomo\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m atrapalhavam muito meu sono. Eu fazia pilates, funcional, fisioterapia, usava medica\u00e7\u00e3o, mas a dor nunca desaparecia completamente\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do tratamento, Neiva experimentou n\u00e3o apenas al\u00edvio das dores f\u00edsicas, mas tamb\u00e9m melhora significativa no sono e no humor, aspectos frequentemente comprometidos em pacientes com esse diagn\u00f3stico. \u201cDormir bem faz toda a diferen\u00e7a no meu dia a dia. Eu me sinto mais leve, mais disposta. \u00c9 como se eu tivesse recuperado minha qualidade de vida\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Neiva chegou ao consult\u00f3rio da m\u00e9dica Ino\u00e3 Viana por meio de um relato feito por sua filha, Daniela, tamb\u00e9m paciente da profissional. \u201cFoi em uma consulta com a filha que soube das dores persistentes da m\u00e3e. Achei que seria uma possibilidade de observar, ainda no in\u00edcio da minha caminhada na prescri\u00e7\u00e3o de cannabis medicinal, os potenciais efeitos positivos em um caso de dor cr\u00f4nica\u201d, conta a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>As queixas de Neiva eram direcionadas principalmente \u00e0s dores nas pernas, que comprometiam seu sono e afetavam diretamente sua sa\u00fade mental. Apesar da dor intensa, Neiva continuava praticando atividades f\u00edsicas regularmente \u2014 algo que surpreendeu positivamente a profissional. \u201cFoi not\u00e1vel a resili\u00eancia dela. Muitos pacientes com dor evitam o exerc\u00edcio, mas ela reconhecia o valor da atividade f\u00edsica como parte do tratamento\u201d, relata Ino\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de tudo, sempre tentei manter minha rotina. Sa\u00eda para me divertir, mas precisava de per\u00edodos frequentes de repouso. Nunca deixei de tentar\u201d, comenta Neiva, lembrando da \u00e9poca em que buscava alternativas para lidar com a dor constante.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora exames anteriores j\u00e1 tivessem afastado diversas hip\u00f3teses diagn\u00f3sticas, o que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o da m\u00e9dica foi a narrativa de Neiva: como a dor afetava sua vida, seu conv\u00edvio familiar e seu descanso. \u201cA hist\u00f3ria cl\u00ednica dela foi determinante. \u00c0s vezes, mais do que os exames, precisamos ouvir com aten\u00e7\u00e3o o que o paciente nos conta\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da aus\u00eancia de resultados satisfat\u00f3rios com tratamentos anteriores, e considerando o perfil cl\u00ednico de Neiva, a m\u00e9dica optou por introduzir o uso de cannabis medicinal. \u201cJ\u00e1 havia ouvido falar sobre o uso medicinal da cannabis, mas tinha receio. Queria algo que fosse s\u00e9rio, respaldado cientificamente. Fui pesquisando aos poucos para entender melhor o assunto\u201d, revela Neiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela iniciou o tratamento com cannabis medicinal em outubro de 2024. \u201cMinha fam\u00edlia j\u00e1 conhecia o trabalho da doutora Ino\u00e3 e me indicou. Ela me passou confian\u00e7a e explicou tudo com clareza. Fiquei tranquila por saber que era algo fundamentado na ci\u00eancia\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo nas primeiras semanas de tratamento com o \u00f3leo \u00e0 base de canabidiol (CBD) e canabigerol (CBG), Neiva relatou melhora significativa nas dores e, principalmente, na qualidade do sono. Com o avan\u00e7o gradual da dose, tamb\u00e9m passou a sentir al\u00edvio emocional. \u201cFoi um processo gradual, mas percebi logo a diferen\u00e7a. Especialmente no sono, que era o que mais me incomodava\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista cl\u00ednico, os relatos de Neiva fazem todo o sentido. \u201cO canabidiol e o canabigerol t\u00eam propriedades comprovadas no controle da dor cr\u00f4nica e da ansiedade. Um \u00fanico produto pode, portanto, oferecer al\u00edvio para diversas queixas simult\u00e2neas\u201d, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje eu uso a medica\u00e7\u00e3o em forma de \u00f3leo. A gente foi ajustando a dosagem aos poucos, conforme a necessidade. N\u00e3o tive efeitos colaterais e o acesso ao medicamento foi tranquilo. S\u00f3 precisei me cadastrar e me associar para fazer a aquisi\u00e7\u00e3o\u201d, explica a paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>O acompanhamento da paciente \u00e9 feito a cada tr\u00eas meses, e at\u00e9 o momento n\u00e3o houve necessidade de interromper o tratamento. \u201cTrabalhamos com doses controladas, e Neiva n\u00e3o apresentou efeitos colaterais. A melhora da qualidade de vida \u00e9 evidente, ent\u00e3o n\u00e3o temos inten\u00e7\u00e3o de suspender o uso neste momento\u201d, refor\u00e7a a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Neiva foi uma das primeiras pacientes de Ino\u00e3 a utilizar cannabis medicinal. Sua evolu\u00e7\u00e3o positiva refor\u00e7a os achados j\u00e1 descritos em estudos cient\u00edficos realizados ao redor do mundo. \u201cMas ver isso acontecendo diante dos nossos olhos, com uma paciente real, nos d\u00e1 ainda mais confian\u00e7a de que estamos trilhando um caminho seguro, eficaz e moderno\u201d, afirma a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>A dor cr\u00f4nica \u00e9 geralmente definida como aquela que persiste por mais de tr\u00eas a seis meses, ultrapassando o tempo normal de cura. Pode ser de origem neurop\u00e1tica, nociceptiva ou mista, cada uma com diferentes mecanismos e desafios de tratamento. Al\u00e9m da dor f\u00edsica, os pacientes frequentemente enfrentam dist\u00farbios do sono, depress\u00e3o, ansiedade e limita\u00e7\u00e3o funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muitos anos, o tratamento convencional se apoiou em medicamentos como anti-inflamat\u00f3rios, opioides, anticonvulsivantes e antidepressivos. No entanto, esses f\u00e1rmacos nem sempre s\u00e3o eficazes e frequentemente trazem efeitos colaterais graves, al\u00e9m do risco de depend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a cannabis medicinal se destaca como uma alternativa vi\u00e1vel, com a\u00e7\u00e3o moduladora no sistema endocanabinoide \u2014 um complexo sistema do corpo humano que regula fun\u00e7\u00f5es como dor, humor, sono e imunidade. Estudos recentes t\u00eam apontado benef\u00edcios consistentes no uso de canabinoides para tratar dor cr\u00f4nica, sem os riscos associados a muitos medicamentos tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de Neiva n\u00e3o \u00e9 isolada, mas ainda representa uma exce\u00e7\u00e3o num pa\u00eds onde o acesso \u00e0 cannabis medicinal enfrenta barreiras legais, culturais e econ\u00f4micas. Casos como o dela, no entanto, s\u00e3o fundamentais para desmistificar o tratamento e fortalecer a confian\u00e7a dos profissionais de sa\u00fade e pacientes nessa alternativa terap\u00eautica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o sofri preconceito, mas percebo que muitas pessoas ainda t\u00eam d\u00favidas e curiosidade. J\u00e1 indiquei o tratamento para amigos e fico feliz em poder ajudar outras pessoas a conhecerem essa possibilidade\u201d, afirma Neiva. E completa: \u201cCom certeza hoje vivo uma vida mais feliz. Me sinto grata por ter encontrado esse caminho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Como destaca a doutora Ino\u00e3 Viana, \u201co caso de Neiva nos mostra que \u00e9 poss\u00edvel oferecer mais qualidade de vida, com seguran\u00e7a e evid\u00eancia cient\u00edfica. Precisamos continuar estudando, escutando os pacientes e caminhando juntos na constru\u00e7\u00e3o de uma medicina mais humana e resolutiva.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas atrav\u00e9s do e-mail&nbsp;<a href=\"mailto:inoaviana@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inoaviana@gmail.com<\/a>, do WhatsApp (21) 99968-7980 e do Instagram @dra.inoaviana, ou ainda presencialmente no consult\u00f3rio \u00e0 Rua Professor Stroeller, 428, Quarteir\u00e3o Brasileiro \u2013 Petr\u00f3polis\/ RJ.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rua Professor Stroeller, 428<\/p>\n\n\n\n<p>Quarteir\u00e3o Brasileiro, Petr\u00f3polis RJ<\/p>\n\n\n\n<p>25680-192, Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:inoaviana@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inoaviana@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>WhatsApp: +55 21 99968-7980<\/p>\n\n\n\n<p>Instagram: @dra.inoaviana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dor cr\u00f4nica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o invis\u00edvel, mas profundamente debilitante, que afeta milh\u00f5es de pessoas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45407,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[9],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i1.wp.com\/jornaldeitaipava.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/03-FOTO-Neiva-Lenita-Zibordi-Pelegrini-1.jpeg?fit=1280%2C851&ssl=1","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45406"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45406"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45406\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45408,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45406\/revisions\/45408"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}