{"id":45972,"date":"2025-05-28T13:33:44","date_gmt":"2025-05-28T16:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=45972"},"modified":"2025-05-28T13:33:47","modified_gmt":"2025-05-28T16:33:47","slug":"maio-e-o-mes-da-luta-antimanicomial-que-reivindica-atencao-mais-humanizada-a-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2025\/05\/28\/maio-e-o-mes-da-luta-antimanicomial-que-reivindica-atencao-mais-humanizada-a-saude-mental\/","title":{"rendered":"Maio \u00e9 o m\u00eas da Luta Antimanicomial que reivindica aten\u00e7\u00e3o mais humanizada \u00e0 sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Grupo de alunos e docentes da Est\u00e1cio Petr\u00f3polis celebra a data com uma visita ao importante Museu da Loucura em Barbacena, em Minas Gerais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maio \u00e9 um m\u00eas de suma import\u00e2ncia no que diz respeito \u00e0 sa\u00fade mental no Brasil, reivindicando pr\u00e1ticas mais humanizadas, inclusivas e libertadoras. Desde a d\u00e9cada de 70, movimentos sociais, trabalhadores da sa\u00fade, militantes, usu\u00e1rios e familiares v\u00eam se organizando em torno da Luta Antimanicomial, um movimento que denuncia as viol\u00eancias hist\u00f3ricas cometidas pelo estado e pela psiquiatria em nome de uma suposta \u201craz\u00e3o\u201d. O marco principal dessa luta \u00e9 o 18 de Maio, Dia Nacional da Luta Antimanicomial, institu\u00eddo em mem\u00f3ria do Encontro dos Trabalhadores da Sa\u00fade Mental, realizado em 1987, na cidade de Bauru (SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2001 o Brasil trilhou seu caminho com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 10.216, que redirecionou a assist\u00eancia psiqui\u00e1trica para uma l\u00f3gica territorial e comunit\u00e1ria, promovendo a substitui\u00e7\u00e3o dos antigos manic\u00f4mios por servi\u00e7os dentro da Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (RAPS\/ SUS). Este movimento foi inspirado no trabalho de Franco Basaglia e Franca Basaglia, com foco na Psiquiatria Democr\u00e1tica, que culminou na Lei 180\/78, na It\u00e1lia, respons\u00e1vel pelo fechamento progressivo dos manic\u00f4mios no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCompreender essa luta passa por revisitar a mem\u00f3ria das institui\u00e7\u00f5es que materializaram o manic\u00f4mio como espa\u00e7o de exclus\u00e3o e viol\u00eancia. Nesse sentido, a cidade de Barbacena, em Minas Gerais, \u00e9 um s\u00edmbolo tr\u00e1gico e necess\u00e1rio\u201d, explicou o coordenador do curso de Psicologia da Est\u00e1cio Petr\u00f3polis, Lucas Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>No chamado Hospital Col\u00f4nia de Barbacena, mais de 60 mil pessoas foram mortas entre as d\u00e9cadas de 1930 e 1980, v\u00edtimas de maus-tratos, neglig\u00eancia e abandono. Pessoas pobres, negras, mulheres, homossexuais, \u00f3rf\u00e3os e indesejados pela sociedade eram sistematicamente internados, muitas vezes sem diagn\u00f3stico, num verdadeiro genoc\u00eddio silencioso, como denuncia Daniela Arbex em seu livro-reportagem &#8220;Holocausto Brasileiro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer de perto esta hist\u00f3ria, um grupo de estudantes e docentes do curso de Psicologia da Est\u00e1cio Petr\u00f3polis esteve na cidade mineira para uma visita ao Museu da Loucura, instalado no pr\u00f3prio complexo do antigo hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi mais que uma visita t\u00e9cnica e uma atividade acad\u00eamica, na verdade, um gesto \u00e9tico e pol\u00edtico, que possui um peso formativo muito importante. O museu, inaugurado em 1996, busca preservar a mem\u00f3ria dessas vidas silenciadas, expondo prontu\u00e1rios, objetos pessoais e fotografias, e oferecendo aos visitantes uma experi\u00eancia de reflex\u00e3o profunda sobre o passado e o futuro da sa\u00fade mental no pa\u00eds\u201d, contou Lucas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de alunos e docentes da Est\u00e1cio Petr\u00f3polis celebra a data com uma visita ao<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45973,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[9],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i1.wp.com\/jornaldeitaipava.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-28-at-12.48.07.jpeg?fit=1500%2C1000&ssl=1","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45972"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45972"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45972\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45974,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45972\/revisions\/45974"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45973"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}