{"id":50865,"date":"2026-03-29T11:46:27","date_gmt":"2026-03-29T14:46:27","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=50865"},"modified":"2026-03-29T11:46:29","modified_gmt":"2026-03-29T14:46:29","slug":"pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-hpv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2026\/03\/29\/pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-hpv\/","title":{"rendered":"Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV"},"content":{"rendered":"\n<p>T\u00c2MARA FREIRE &#8211; REP\u00d3RTER DA AG\u00caNCIA BRASIL<\/p>\n\n\n\n<p>O Sistema \u00danico de Sa\u00fade oferece um m\u00e9todo seguro para a preven\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcan\u00e7ar a sua m\u00e1xima efici\u00eancia, essa precau\u00e7\u00e3o precisa ser tomada no final da inf\u00e2ncia ou in\u00edcio da adolesc\u00eancia, o que n\u00e3o acontece para boa parte do p\u00fablico-alvo.<br>A Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) na \u00faltima quarta-feira (25), mostra que apenas 54,9% dos estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, tinham certeza de que foram vacinados contra o HPV, sigla para papilomav\u00edrus humano.<br>Esse v\u00edrus \u00e9 respons\u00e1vel por 99% dos casos de c\u00e2ncer de colo do \u00fatero e por boa parte dos tumores de \u00e2nus, p\u00eanis, boca e garganta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o gratuita<br><\/strong>A vacina que previne contra o HPV est\u00e1 dispon\u00edvel em todas as unidades de sa\u00fade do Brasil, e deve ser tomada por meninas e meninos, entre 9 e 14 anos.<br>Essa faixa et\u00e1ria foi definida porque o v\u00edrus \u00e9 transmitido principalmente por via sexual, e a vacina \u00e9 mais eficaz se for tomada antes da primeira rela\u00e7\u00e3o.<br>Apesar disso, 10,4% dos estudantes entrevistados pelo IBGE ainda n\u00e3o estavam vacinados e 34,6% n\u00e3o sabiam se tinham recebido a vacina ou n\u00e3o.<br>Isso representa quase 1,3 milh\u00e3o de adolescentes desprotegidos, e outros 4,2 milh\u00f5es potencialmente vulner\u00e1veis \u00e0 infec\u00e7\u00e3o.<br>A mesma pesquisa identificou que 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos j\u00e1 tinham vida sexual ativa, e que a idade m\u00e9dia de inicia\u00e7\u00e3o sexual foi de 13,3 anos para os meninos e de 14,3 anos para as meninas.<br>Os dados foram coletados pelo IBGE em 2024 e mostram ainda que a porcentagem de estudantes que se vacinaram caiu 8 pontos percentuais na compara\u00e7\u00e3o com a edi\u00e7\u00e3o anterior da pesquisa, de 2019.<br>Apesar de uma propor\u00e7\u00e3o maior de meninas ter se vacinado \u2500 59,5%, contra 50,3% dos meninos \u2500 a queda da cobertura vacinal entre elas foi ainda mais expressiva, de 16,6 pontos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falta de informa\u00e7\u00e3o<br><\/strong>Considerando apenas os estudantes que n\u00e3o se vacinaram, metade deles alegou n\u00e3o saber que precisava tomar a vacina. Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es Isabela Balallai, isso prova como a falta de informa\u00e7\u00e3o tem sido preponderante.<br>&#8220;Todo mundo acha que a hesita\u00e7\u00e3o vacinal se resume \u00e0s fake news, mas n\u00e3o \u00e9 isso. A desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma das coisas que causam a hesita\u00e7\u00e3o vacinal. As outras s\u00e3o a falta de acesso, a baixa percep\u00e7\u00e3o do risco da doen\u00e7a e a falta de informa\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 um problema m\u00e1ximo no Brasil. Muitas pessoas n\u00e3o sabem quando t\u00eam que se vacinar e quais as vacinas dispon\u00edveis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outros motivos foram apontados, mas em propor\u00e7\u00e3o bem menor:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>7,3% dos estudantes disseram que o pai, a m\u00e3e ou o respons\u00e1vel n\u00e3o quiseram que eles fossem vacinados;<\/li>\n\n\n\n<li>7,2% n\u00e3o se vacinaram porque n\u00e3o sabiam qual a fun\u00e7\u00e3o da vacina;<\/li>\n\n\n\n<li>7% alegaram dificuldade de chegar ao local de vacina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m apontou algumas diferen\u00e7as entre alunos de rede p\u00fablica e privada. Entre os primeiros, 11% n\u00e3o se vacinaram, contra 6,9% do segundo grupo.<br>Por outro lado, a resist\u00eancia dos pais contra a vacina foi a raz\u00e3o da hesita\u00e7\u00e3o de 15,8% dos alunos da rede privada, e de apenas 6,3% entre os da rede p\u00fablica.<br>Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es, a escola pode cumprir um papel primordial:<br>&#8220;Quando voc\u00ea pega os principais fatores de hesita\u00e7\u00e3o vacinal, a escola resolve todos eles. Resolve a desinforma\u00e7\u00e3o, educando o adolescente. Resolve a falta de informa\u00e7\u00e3o, quando eles s\u00e3o informados que vai ter a vacina\u00e7\u00e3o. Resolve o acesso, porque \u00e9 muito dif\u00edcil levar um adolescente ao posto de sa\u00fade, mas vacinar na escola \u00e9 muito mais simples. E resolve a conscientiza\u00e7\u00e3o dos pais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bom exemplo<br><\/strong>Na casa da jornalista e escritora Joana Darc Souza, a \u00fanica menina n\u00e3o vacinada \u00e9 a filha mais nova, que ainda tem 6 anos. As outras duas, com 9 e 12 anos, est\u00e3o imunizadas.<br>&#8220;Eu nunca tive d\u00favida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 efic\u00e1cia e sempre defendi que vacina salva vidas. Isso \u00e9 uma coisa que eu aprendi em casa, quando ainda era crian\u00e7a, e hoje eu replico com as minhas filhas&#8221;, ela conta.<br>As tr\u00eas filhas de Joana estudam em escolas da rede municipal do Rio de Janeiro e, de acordo com ela, de vez em quando, os alunos s\u00e3o convocados para se vacinarem.<br>&#8220;Elas acabam n\u00e3o participando, mas s\u00f3 porque aqui em casa a gente sempre est\u00e1 atento \u00e0s vacinas&#8221;.<br>Quem ajuda a fam\u00edlia nesse controle \u00e9 outra profissional essencial para a sucesso das pol\u00edticas de vacina\u00e7\u00e3o: a pediatra. &#8220;Ela \u00e9 bastante cuidadosa e sempre verifica a caderneta das meninas&#8221;, elogia a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resgate vacinal<br><\/strong>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, dados preliminares das vacinas aplicadas em 2025 mostram uma cobertura maior do que a verificada na pesquisa, de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. Desde 2024, a vacina contra o HPV \u00e9 aplicada em dose \u00fanica.<br>No ano passado, a pasta lan\u00e7ou tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia de resgate vacinal, para imunizar os adolescentes de 15 a 19 anos que n\u00e3o receberam a vacina na idade recomendada.<br>At\u00e9 agora, 217 mil jovens foram imunizados, mas a campanha segue at\u00e9 junho de 2026 e prev\u00ea a\u00e7\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o nas escolas.<br>Al\u00e9m disso, todas as unidades de sa\u00fade tamb\u00e9m continuam a aplicar o imunizante nesse p\u00fablico. Quem n\u00e3o tiver o comprovante de vacina\u00e7\u00e3o, pode verificar se j\u00e1 recebeu a vacina no aplicativo Meu SUS Digital.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00c2MARA FREIRE &#8211; REP\u00d3RTER DA AG\u00caNCIA BRASIL O Sistema \u00danico de Sa\u00fade oferece um m\u00e9todo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39132,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[9],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i1.wp.com\/jornaldeitaipava.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/HPV.png?fit=768%2C354&ssl=1","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50865"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50865"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50866,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50865\/revisions\/50866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}