{"id":52361,"date":"2026-06-09T18:19:03","date_gmt":"2026-06-09T21:19:03","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=52361"},"modified":"2026-06-09T18:19:06","modified_gmt":"2026-06-09T21:19:06","slug":"produtividade-em-debate-com-o-fim-da-escala-6x1-trabalhar-mais-nao-significa-produzir-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2026\/06\/09\/produtividade-em-debate-com-o-fim-da-escala-6x1-trabalhar-mais-nao-significa-produzir-mais\/","title":{"rendered":"Produtividade em debate com o fim da escala 6&#215;1: trabalhar mais n\u00e3o significa produzir mais"},"content":{"rendered":"\n<p>A discuss\u00e3o sobre produtividade e jornada de trabalho voltou ao centro do debate nacional, impulsionada pelas cr\u00edticas \u00e0 escala 6&#215;1 e pelas transforma\u00e7\u00f5es que atingem empresas e trabalhadores. Para o professor e especialista em gest\u00e3o Claudimir Matos, o equ\u00edvoco est\u00e1 em confundir produtividade com quantidade de horas trabalhadas, um mito que, segundo ele, j\u00e1 n\u00e3o se sustenta diante das evid\u00eancias cient\u00edficas.<br>\u201cA ideia de que trabalhar mais horas gera mais resultados \u00e9 falsa. O que a ci\u00eancia da gest\u00e3o mostra \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio\u201d, afirma. Ele destaca a chamada lei dos rendimentos decrescentes, segundo a qual cada hora adicional de trabalho rende menos e custa mais caro, tanto para o trabalhador quanto para as empresas.<br>Ele frisa que estudos internacionais refor\u00e7am esse ponto: a faixa ideal para manter alta performance mental est\u00e1 entre 35 e 40 horas semanais. Acima disso, come\u00e7am a surgir sinais claros de queda de desempenho. \u201cO trabalhador passa a cometer erros bobos, a tomar decis\u00f5es mais lentas e o retrabalho aumenta. Uma equipe exausta opera em modo de sobreviv\u00eancia, n\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o\u201d, analisa.<br>Para o professor dos cursos de Gest\u00e3o da Est\u00e1cio, h\u00e1 um fator ainda mais decisivo do que o rel\u00f3gio de ponto, que \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o. Ele explica que profissionais que se sentem respeitados e conectados ao prop\u00f3sito do trabalho entregam muito mais qualidade em menos tempo. \u201cUm profissional motivado entrega muito mais em seis horas do que algu\u00e9m exausto entrega em dez\u201d, destaca Claudimir.<br>A cr\u00edtica \u00e0 escala 6&#215;1 tamb\u00e9m se relaciona com a sa\u00fade mental e a vida fora do trabalho. Jornadas extensas dificultam descanso, conviv\u00eancia familiar e autocuidado, afetando diretamente o engajamento. \u201cQuando o trabalhador percebe que n\u00e3o tem tempo para viver, o trabalho vira um fardo. Isso derruba a motiva\u00e7\u00e3o e abre espa\u00e7o para o presente\u00edsmo, que \u00e9 quando se estar presente de corpo, mas com a mente desligada\u201d, explica.<br>O especialista destaca ainda que o futuro do trabalho aponta para modelos mais flex\u00edveis, como a ado\u00e7\u00e3o da semana de quatro dias, j\u00e1 testada com sucesso em diversos pa\u00edses. \u201cOs experimentos internacionais mostram que, ao reduzir a jornada, a produtividade se mant\u00e9m ou at\u00e9 aumenta, enquanto o estresse cai drasticamente\u201d, observa.<br>Com o avan\u00e7o da tecnologia, Claudimir Matos refor\u00e7a que a intelig\u00eancia artificial e a automa\u00e7\u00e3o devem ser aliadas para tornar o trabalho mais inteligente, e n\u00e3o mais cansativo. \u201cO papel da tecnologia n\u00e3o \u00e9 substituir o humano, mas eliminar tarefas repetitivas e abrir espa\u00e7o para o que \u00e9 criativo e estrat\u00e9gico. Isso gera valor.\u201d<br>Para ele, a discuss\u00e3o sobre o fim da escala 6&#215;1 n\u00e3o \u00e9 sobre trabalhar menos por comodidade, e sim sobre trabalhar melhor por intelig\u00eancia. \u201cGanha a empresa com mais efici\u00eancia e menos rotatividade. Ganha o trabalhador com mais sa\u00fade e dignidade. O futuro da produtividade n\u00e3o est\u00e1 na exaust\u00e3o, est\u00e1 no equil\u00edbrio\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A discuss\u00e3o sobre produtividade e jornada de trabalho voltou ao centro do debate nacional, impulsionada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52362,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52361"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52361"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52363,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52361\/revisions\/52363"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}