{"id":52441,"date":"2026-06-17T13:43:54","date_gmt":"2026-06-17T16:43:54","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=52441"},"modified":"2026-06-17T13:43:55","modified_gmt":"2026-06-17T16:43:55","slug":"doze-anos-depois-o-que-o-destino-das-arenas-da-copa-de-2014-ensina-sobre-o-futuro-das-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2026\/06\/17\/doze-anos-depois-o-que-o-destino-das-arenas-da-copa-de-2014-ensina-sobre-o-futuro-das-cidades\/","title":{"rendered":"Doze anos depois: o que o destino das arenas da Copa de 2014 ensina sobre o futuro das cidades"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Especialista faz an\u00e1lise t\u00e9cnica e relata como a falta de planejamento a longo prazo transforma obras monumentais em preju\u00edzo p\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fazem 12 anos em que o Brasil se tornou o centro das aten\u00e7\u00f5es ao sediar a Copa do Mundo. Agora, depois dos holofotes apagados, a conta f\u00edsica e financeira das grandes constru\u00e7\u00f5es continua chegando para os estados brasileiros. Est\u00e1dios monumentais que prometeram modernidade e desenvolvimento, hoje enfrentam um desafio que vai muito al\u00e9m do esporte: a sobreviv\u00eancia econ\u00f4mica dentro do desenho das cidades. \u00c9 o fen\u00f4meno conhecido popularmente como &#8220;elefantes brancos&#8221;.<br>De acordo com Marcelo Monteiro, arquiteto e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Est\u00e1cio, na arquitetura moderna, projetar um edif\u00edcio imponente \u00e9 apenas a primeira parte do trabalho.<br>\u201cO verdadeiro teste de um projeto \u00e9 o seu ciclo de vida, ou seja, como ele se mant\u00e9m \u00fatil e vi\u00e1vel ao longo das d\u00e9cadas. Quando grandes arenas s\u00e3o erguidas sem um plano claro para o dia seguinte, o patrim\u00f4nio se transforma em problema\u201d, explica.<br>Segundo o especialista, cidades como Manaus e Bras\u00edlia ilustram bem esse cen\u00e1rio.<br>A Arena da Amaz\u00f4nia e o Est\u00e1dio Nacional Man\u00e9 Garrincha custaram bilh\u00f5es de reais aos cofres p\u00fablicos, no entanto, por estarem localizados em regi\u00f5es sem um mercado local de futebol forte o suficiente para lotar arquibancadas semanalmente, essas estruturas sofrem para cobrir seus custos b\u00e1sicos de manuten\u00e7\u00e3o. Sem um calend\u00e1rio cont\u00ednuo de grandes eventos ou shows, tornaram-se \u2018passivos fiscais\u2019, ou seja, estruturas gigantescas que consomem dinheiro p\u00fablico apenas para continuarem de p\u00e9\u201d.<br>Por outro lado, Marcelo cita o sucesso de arenas como o Mineir\u00e3o, em Belo Horizonte, e o Beira-Rio, em Porto Alegre, mostrando o caminho inverso, justamente por estarem inseridas em eixos urbanos j\u00e1 consolidados e operados sob modelos que misturam com\u00e9rcio, servi\u00e7os e lazer di\u00e1rio.<br>\u201cEsses espa\u00e7os conseguiram se consolidar como complexos multiuso duradouros. A diferen\u00e7a entre o sucesso e o fracasso dessas obras n\u00e3o est\u00e1 no desenho da fachada, mas na estrat\u00e9gia de planejamento urbano a longo prazo\u201d, acredita o arquiteto, acrescentando ainda que \u00e9 exatamente essa vis\u00e3o macro e realista que pauta o debate atual sobre o desenvolvimento das cidades.<br>\u201cHoje, o nosso papel como arquiteto e urbanista vai muito al\u00e9m de desenhar interiores ou fachadas bonitas. O mercado exige uma leitura clara sobre economia urbana, viabilidade financeira e impacto social. Discutir os erros e acertos do legado de 2014 \u00e9 fundamental para projetar cidades inteligentes, eficientes e que gerem valor real para a popula\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o d\u00edvidas eternas\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista faz an\u00e1lise t\u00e9cnica e relata como a falta de planejamento a longo prazo transforma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52441"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52441"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52441\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52443,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52441\/revisions\/52443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}