{"id":52845,"date":"2026-07-08T11:53:02","date_gmt":"2026-07-08T14:53:02","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=52845"},"modified":"2026-07-08T11:53:03","modified_gmt":"2026-07-08T14:53:03","slug":"mais-do-que-vencer-as-licoes-que-o-futebol-deixa-para-as-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2026\/07\/08\/mais-do-que-vencer-as-licoes-que-o-futebol-deixa-para-as-criancas\/","title":{"rendered":"Mais do que vencer: as li\u00e7\u00f5es que o futebol deixa para as crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Psic\u00f3logo explica como derrotas, trocas de figurinhas e a conviv\u00eancia entre torcedores ajudam a desenvolver resili\u00eancia, empatia e respeito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A paix\u00e3o pelo futebol costuma trazer emo\u00e7\u00f5es intensas e, inevitavelmente, momentos de frustra\u00e7\u00e3o. A elimina\u00e7\u00e3o do Brasil da Copa do Mundo costuma deixar esse sentimento entre crian\u00e7as e adultos. No entanto, para especialistas, o encerramento da participa\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa o fim dos aprendizados proporcionados pelo futebol. Saber lidar com derrotas, respeitar os advers\u00e1rios, compartilhar figurinhas e compreender que competir n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de vencer a qualquer custo s\u00e3o experi\u00eancias que contribuem para o desenvolvimento emocional e social das crian\u00e7as e podem deixar ensinamentos que v\u00e3o muito al\u00e9m dos gramados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o psic\u00f3logo e professor do curso de Psicologia da Est\u00e1cio, Ronaldo Rangel Cruz, essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para o amadurecimento. &#8220;Quando o time perde, a crian\u00e7a aprende a lidar com a frustra\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 fundamental, porque a vida \u00e9 feita de conquistas e derrotas. Saber enfrentar os momentos dif\u00edceis \u00e9 uma habilidade importante para qualquer pessoa&#8221;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aprendizado est\u00e1 relacionado \u00e0s brincadeiras entre torcedores. &#8220;\u00c9 natural existir a provoca\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, mas \u00e9 preciso ensinar que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre brincar e humilhar. O respeito deve estar sempre presente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Rangel lembra que o futebol \u00e9 uma paix\u00e3o, mas n\u00e3o pode ser encarado como algo maior do que realmente \u00e9. &#8220;Trata-se de um esporte, de um momento de divers\u00e3o. A derrota faz parte do jogo e n\u00e3o pode ser vista como uma trag\u00e9dia. Sempre haver\u00e1 novas competi\u00e7\u00f5es e novas oportunidades.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o, segundo ele, ajuda a desenvolver a resili\u00eancia, a disciplina e a capacidade de superar dificuldades. &#8220;Ningu\u00e9m \u00e9 bom em tudo e ningu\u00e9m vence sempre. Aprender a lidar com as limita\u00e7\u00f5es e valorizar as pr\u00f3prias qualidades \u00e9 um ensinamento que o esporte oferece.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor, o mais importante s\u00e3o os pequenos desafios superados, os momentos de alegria, o esfor\u00e7o e tudo aquilo que foi constru\u00eddo ao longo do percurso. Por isso, ele defende que a derrota n\u00e3o deve ser confundida com fracasso. &#8220;Perder uma disputa n\u00e3o transforma ningu\u00e9m em fracassado. \u00c9 apenas uma circunst\u00e2ncia. A vida \u00e9 muito maior do que um \u00fanico resultado&#8221;, diz Rangel.<\/p>\n\n\n\n<p>Troca de figurinhas<\/p>\n\n\n\n<p>Independente do Brasil n\u00e3o estar mais na Copa, as trocas de figurinhas continuam. Para Rangel, a brincadeira pode representar uma oportunidade valiosa para fortalecer os v\u00ednculos familiares e contribuir para o desenvolvimento emocional e social das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor destaca ainda que a competi\u00e7\u00e3o oferece exemplos importantes de conviv\u00eancia. &#8220;Nas Copas, vemos torcedores de diferentes pa\u00edses dividindo os mesmos espa\u00e7os, convivendo de maneira harmoniosa. Isso ajuda a crian\u00e7a a compreender que o advers\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 um inimigo e que \u00e9 poss\u00edvel conviver respeitando as diferen\u00e7as.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de trocar figurinhas e acompanhar os jogos tamb\u00e9m contribui para o desenvolvimento de valores como respeito, empatia, coopera\u00e7\u00e3o e capacidade de negocia\u00e7\u00e3o. &#8220;A crian\u00e7a aprende que nem tudo gira ao seu redor. \u00c0s vezes ela ganha em uma troca, outras vezes precisa abrir m\u00e3o de algo para conseguir aquilo que considera importante. Tudo isso ajuda no desenvolvimento dos limites e da conviv\u00eancia em sociedade&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor da Est\u00e1cio, completar o \u00e1lbum n\u00e3o precisa ser encarado como uma competi\u00e7\u00e3o. Segundo ele, a satisfa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em completar o \u00e1lbum e guardar aquelas lembran\u00e7as. N\u00e3o se trata de vencer os outros, mas de viver uma experi\u00eancia prazerosa que poder\u00e1 ser recordada no futuro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista lembra que as crian\u00e7as tamb\u00e9m podem aprender sobre solidariedade, compartilhando figurinhas repetidas com os colegas. &#8220;Elas descobrem que podem cooperar e ajudar outras pessoas a atingirem seus objetivos. Isso \u00e9 algo muito rico.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Psic\u00f3logo explica como derrotas, trocas de figurinhas e a conviv\u00eancia entre torcedores ajudam a desenvolver<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52846,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52845"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52845"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52847,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52845\/revisions\/52847"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}