{"id":53265,"date":"2026-07-28T19:57:42","date_gmt":"2026-07-28T22:57:42","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=53265"},"modified":"2026-07-28T19:57:43","modified_gmt":"2026-07-28T22:57:43","slug":"petropolis-participa-da-15a-lavagem-do-cais-do-valongo-em-defesa-da-memoria-da-ancestralidade-e-da-cultura-afro-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2026\/07\/28\/petropolis-participa-da-15a-lavagem-do-cais-do-valongo-em-defesa-da-memoria-da-ancestralidade-e-da-cultura-afro-brasileira\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3polis participa da 15\u00aa Lavagem do Cais do Valongo em defesa da mem\u00f3ria, da ancestralidade e da cultura afro-brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma caravana de Petr\u00f3polis marcou presen\u00e7a na 15\u00aa Lavagem do Cais do Valongo, realizada no Rio de Janeiro, reunindo representantes de terreiros, lideran\u00e7as culturais e integrantes do segmento de culturas afro-brasileiras. A participa\u00e7\u00e3o petropolitana foi organizada pelo Segmento de Culturas Afro-Brasileiras, Quilombolas e de Matrizes Africanas do Conselho Municipal de Cultura de Petr\u00f3polis, fortalecendo a presen\u00e7a da cidade em um dos mais importantes atos de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecido como Patrim\u00f4nio Mundial pela UNESCO, o Cais do Valongo foi o principal porto de chegada de africanos escravizados nas Am\u00e9ricas. Todos os anos, a tradicional lavagem re\u00fane povos de terreiro, movimentos sociais, pesquisadores, artistas e representantes da sociedade civil em um ato de rever\u00eancia aos ancestrais, de valoriza\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira e de combate ao racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A caravana petropolitana contou com o apoio da Vereadora Professora L\u00edvia (PCdoB) e da Deputada Estadual Dani Balbi, que contribu\u00edram para viabilizar a participa\u00e7\u00e3o do grupo na atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Guilherme Freitas Gomes, historiador, um dos coordenadores do Coletivo Povo do Santo e conselheiro municipal de cultura pelo segmento de culturas afro-brasileiras, quilombolas e de matrizes africanas, a presen\u00e7a de Petr\u00f3polis reafirma o compromisso da cidade com a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e o fortalecimento das pol\u00edticas culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Participar da Lavagem do Cais do Valongo \u00e9 reafirmar que a mem\u00f3ria dos povos africanos e afro-brasileiros precisa ocupar o centro da nossa hist\u00f3ria. Estar presente com uma caravana organizada pelo segmento afro do Conselho de Cultura demonstra que Petr\u00f3polis reconhece a import\u00e2ncia da ancestralidade, da luta contra o racismo e da valoriza\u00e7\u00e3o dos povos de terreiro. Levar nossa representa\u00e7\u00e3o a esse espa\u00e7o \u00e9 fortalecer a identidade do nosso munic\u00edpio e ampliar o di\u00e1logo sobre mem\u00f3ria, patrim\u00f4nio e justi\u00e7a social.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A integrante da caravana Carol Guerra, M\u00e3e Pequena do Terreiro de Vov\u00f3 Maria Conga e membro do Segmento de Culturas Afro-Brasileiras de Petr\u00f3polis, destacou a emo\u00e7\u00e3o vivida durante o evento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estar na Lavagem do Cais do Valongo foi uma experi\u00eancia que atravessou a hist\u00f3ria e a espiritualidade ao mesmo tempo. Enquanto caminhava por aquele lugar, eu me lembrei das hist\u00f3rias que meu Preto Velho conta sobre a travessia for\u00e7ada, sobre as separa\u00e7\u00f5es e as viol\u00eancias do cativeiro, e senti que aqueles relatos ganhavam ch\u00e3o, nome e mem\u00f3ria. Lavar aquele cais \u00e9 um gesto de rever\u00eancia: n\u00e3o apaga a dor, mas afirma que essas vidas n\u00e3o ser\u00e3o reduzidas ao esquecimento. \u00c9 reconhecer que a hist\u00f3ria do Brasil foi constru\u00edda tamb\u00e9m por essas m\u00e3os e que preservar essa mem\u00f3ria \u00e9 um compromisso com a verdade, a dignidade e a justi\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A Vereadora Professora L\u00edvia (PCdoB) ressaltou a relev\u00e2ncia da iniciativa para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e o enfrentamento ao racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Lavagem do Cais do Valongo \u00e9 um ato de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e de repara\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Manter viva a hist\u00f3ria dos povos africanos escravizados \u00e9 fundamental para compreendermos a forma\u00e7\u00e3o do Brasil e enfrentarmos o racismo que ainda estrutura a nossa sociedade. Valorizar iniciativas como essa \u00e9 reafirmar o compromisso com a cultura afro-brasileira, com a ancestralidade e com o direito \u00e0 mem\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas redes sociais, a deputada estadual Dani Balbi tamb\u00e9m destacou o significado da celebra\u00e7\u00e3o. Ao participar da cerim\u00f4nia ao lado de M\u00e3e Edelzuita de Osaguian, a parlamentar definiu a Lavagem do Cais do Valongo como um momento de &#8220;profunda emo\u00e7\u00e3o, f\u00e9 e resist\u00eancia&#8221;, lembrando que o local \u00e9 o maior vest\u00edgio material da chegada for\u00e7ada de africanos escravizados nas Am\u00e9ricas. Dani ressaltou que a lavagem representa um ato pol\u00edtico, espiritual e coletivo de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, rever\u00eancia aos ancestrais e fortalecimento da mem\u00f3ria do povo negro, enfatizando ainda o protagonismo das mulheres negras e das lideran\u00e7as dos povos de terreiro na preserva\u00e7\u00e3o dos saberes, da espiritualidade e da identidade afro-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da delega\u00e7\u00e3o de Petr\u00f3polis refor\u00e7a o compromisso com a valoriza\u00e7\u00e3o das culturas afro-brasileiras, quilombolas e de matrizes africanas, fortalecendo a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial e reconhecimento da contribui\u00e7\u00e3o dos povos negros para a constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e da identidade do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma caravana de Petr\u00f3polis marcou presen\u00e7a na 15\u00aa Lavagem do Cais do Valongo, realizada no<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":53266,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53265"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53267,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53265\/revisions\/53267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}