{"id":53893,"date":"2026-08-26T18:57:13","date_gmt":"2026-08-26T21:57:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/?p=53893"},"modified":"2026-08-26T18:57:14","modified_gmt":"2026-08-26T21:57:14","slug":"agosto-dourado-ginecologista-desmente-mitos-e-reforca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-mae-e-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/2026\/08\/26\/agosto-dourado-ginecologista-desmente-mitos-e-reforca-os-beneficios-do-aleitamento-materno-para-mae-e-bebe\/","title":{"rendered":"Agosto Dourado: Ginecologista desmente mitos e refor\u00e7a os benef\u00edcios do aleitamento materno para m\u00e3e e beb\u00ea"},"content":{"rendered":"\n<p>M\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a amamenta\u00e7\u00e3o destaca a import\u00e2ncia do leite materno como \u201cvacina natural\u201d e alerta para a necessidade de uma rede de apoio fortalecida nos primeiros dias p\u00f3s-parto<\/p>\n\n\n\n<p>No oitavo m\u00eas do ano celebra-se o Agosto Dourado, per\u00edodo dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e apoio ao aleitamento materno. A cor dourada, atribu\u00edda ao m\u00eas, n\u00e3o foi escolhida por acaso e simboliza o \u201cpadr\u00e3o ouro\u201d de qualidade que o leite materno representa para a alimenta\u00e7\u00e3o infantil. Segundo a ginecologista do Hospital Santa Teresa, Dra. Diane Leite, os benef\u00edcios do aleitamento materno s\u00e3o muitos:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Os primeiros dias de colostro (primeiro leite produzido pelas mamas, ap\u00f3s o parto) \u00e9 rico em anticorpos e funciona como uma vacina natural;<\/li>\n\n\n\n<li>O leite reduz os epis\u00f3dios de pneumonia, diarreia e otite;<\/li>\n\n\n\n<li>Diminui o risco de alergia e dermatite;<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c9 de digest\u00e3o mais f\u00e1cil e reduz c\u00f3licas e refluxo do beb\u00ea;<\/li>\n\n\n\n<li>Reduz o risco de morte s\u00fabita do rec\u00e9m-nascido;<\/li>\n\n\n\n<li>Estimula o v\u00ednculo materno-fetal e evita quedas de temperatura.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A longo prazo, os ganhos continuam: crian\u00e7as amamentadas t\u00eam menor risco de desenvolver asma, obesidade e diabetes. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio exerc\u00edcio de sugar o peito ajuda a desenvolver melhor a arcada dent\u00e1ria e a musculatura da face da crian\u00e7a.&nbsp;E as vantagens n\u00e3o s\u00e3o exclusivas do beb\u00ea. \u201cA mulher tamb\u00e9m tem benef\u00edcios a longo prazo, como a redu\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2ncer de mama e de ov\u00e1rio. Isso sem considerar o benef\u00edcio econ\u00f4mico para a fam\u00edlia e a praticidade da amamenta\u00e7\u00e3o\u201d, completa a Dra. Diane.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, a amamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 isenta de desafios, especialmente na primeira semana. \u00c9 comum que surjam dores no bico do seio ou mesmo rachaduras. Nesses casos, a m\u00e9dica do Hospital Santa Teresa orienta a corre\u00e7\u00e3o da &#8220;pega&#8221; do beb\u00ea e o uso de cremes de lanolina. Outro quadro comum \u00e9 o ingurgitamento mam\u00e1rio, quando o peito fica mais duro e dolorido. Para evitar que o leite acumule, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 oferecer o seio a cada duas horas. O uso de um suti\u00e3 compressivo tamb\u00e9m pode trazer al\u00edvio para essa condi\u00e7\u00e3o, segundo a ginecologista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma condi\u00e7\u00e3o muito importante para garantir o sucesso nesses primeiros dias \u00e9 uma rede de apoio que possa deixar a m\u00e3e se adaptar e ficar inteiramente dispon\u00edvel para o beb\u00ea. Mam\u00e3e e beb\u00ea precisam de ajuda no entorno, para garantir o sucesso desses primeiros dias. Depois tudo ficar\u00e1 mais f\u00e1cil\u201d, explica a ginecologista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Leite fraco&#8221; e outros mitos desvendados<br><\/strong>Muitos mitos e d\u00favidas acabam atrapalhando a amamenta\u00e7\u00e3o ao promoverem inseguran\u00e7a na m\u00e3e. Um dos mais comuns \u00e9 a especula\u00e7\u00e3o de que seios pequenos produzem pouco leite. No entanto, o que define a quantidade de leite produzido \u00e9 a quantidade de gl\u00e2ndula mam\u00e1ria e o est\u00edmulo (suc\u00e7\u00e3o e esvaziamento das mamas), e n\u00e3o o tamanho do seio, que \u00e9 moldado por tecido gorduroso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Outra lenda comum \u00e9 a do &#8220;leite fraco&#8221;, geralmente associada ao choro do beb\u00ea ou \u00e0 quantidade inicial de leite. \u201cLeite fraco n\u00e3o existe. O leite \u00e9 sempre adequado para o per\u00edodo de amamenta\u00e7\u00e3o. O que pode gerar algumas d\u00favidas \u00e9 que, no in\u00edcio da amamenta\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de colostro, com leite mais ralo, amarelado e rico em anticorpos\u201d, desmente a Dra. Diane.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio, \u00e9 normal que a produ\u00e7\u00e3o seja em menor quantidade, aumentando gradativamente conforme a necessidade do rec\u00e9m-nascido. \u00c9 importante notar tamb\u00e9m que o leite maduro se modifica durante a mamada, tornando-se mais gorduroso no final. Para garantir uma boa produ\u00e7\u00e3o, a regra de ouro \u00e9: suc\u00e7\u00e3o frequente, esvaziamento das mamas e hidrata\u00e7\u00e3o fundamental da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja o padr\u00e3o ouro, existem situa\u00e7\u00f5es raras em que a amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 contraindicada pelo risco de cont\u00e1gio ao beb\u00ea: \u201cA contraindica\u00e7\u00e3o \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 rara e geralmente est\u00e1 associada ao uso de determinadas medica\u00e7\u00f5es, como embriagantes, sedativos e quimioter\u00e1picos, ou doen\u00e7as como o HIV e HTLV, v\u00edrus que podem ser transmitidos pela amamenta\u00e7\u00e3o. Por outro lado, beb\u00eas que apresentam intoler\u00e2ncia severa a lactose ou que possuem galactosemia n\u00e3o tratada tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser amamentados\u201d, conclui a ginecologista do Hospital Santa Teresa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a amamenta\u00e7\u00e3o destaca a import\u00e2ncia do leite materno como \u201cvacina natural\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":53894,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53893"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53893"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53893\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53895,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53893\/revisions\/53895"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53894"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldeitaipava.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}