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Quando a voz feminina floresce em cena: Marcela de Sá leva “A Arte é Mulher” ao Sesc Quitandinha dia 24

Show reúne composições autorais e releituras de grandes nomes em uma travessia sonora que celebra a força feminina na música brasileira

Há shows que ocupam o palco. Outros parecem dialogar com ele — como se a arquitetura e a história também entrassem em cena. É nesse território mais sensível que a cantora, compositora e atriz petropolitana Marcela de Sá apresenta A Arte é Mulher, no dia 24, às 20h, no Café Concerto do icônico Palácio Quitandinha, hoje sede do Centro Cultural Sesc. A entrada é franca e os ingressos estão disponíveis para retirada na bilheteria do Sesc Quitandinha,  de segunda a sexta, das 10h às 17h.

No palco, Marcela se cerca de músicos de forte presença na cena nacional, sob direção musical de Lucas Vasconcellos, guitarrista e produtor que integrou turnê de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, remanescentes da Legião Urbana. Na percussão, Rodrigo Pacato imprime sua assinatura rítmica tendo participado de shows de artistas como Seu Jorge, Pretinho da Serrinha e Rita Ribeiro no projeto Tecnomacumba, dentre mais de uma dezena de grandes nomes. No baixo, Bruno Di Lullo transita com naturalidade entre gerações da música brasileira, atuando em shows de Gilberto Gil e Erasmo Carlos, além de já ter tocado com a icônica Gal Costa. Completa a formação a guitarrista Priscila Rosário, que  já acompanhou artistas como Lucy Alves, Ludmilla Anjos, Thalita Pertuzzati e Débora Pinheiro, além de integrar grandes produções como Tim Maia – O Musical.

Em A Arte é Mulher, Marcela de Sá parte da MPB e avança por territórios híbridos. O repertório reúne composições autorais, inéditas de parceiros e releituras que escapam do lugar comum de canções que foram sucesso com Gal Costa, Rita Lee, Céu e Nação Zumbi, além de forrós eternizados por Zé Ramalho e Luiz Gonzaga. As referências aparecem menos como citação direta e mais como matéria-prima de uma sonoridade própria, onde a MPB encontra o rock nacional e o groove conduz a narrativa.  Tudo sustentado por uma banda enxuta e potente formando uma base que valoriza tanto o detalhe quanto o impacto.

Palco e pertencimento

Não é a primeira vez que Marcela  de Sá ocupa espaços relevantes. A artista já passou por palcos como o Centro da Música Carioca Artur da Távola e a Audio Rebel, além de integrar festivais como o Rock The Mountain — em uma edição histórica dedicada exclusivamente a mulheres — e o Solstício do Som. Em Petrópolis, mantém uma relação contínua com o público, com apresentações frequentes em diferentes formações.

Agora, no Sesc Quitandinha, a dimensão simbólica ganha peso. “A apresentação de Marcela de Sá será um dos momentos mais belos e aguardados da programação de abril”, afirma Sidnei Carvalho. “Nossos palcos devem se afirmar como espaços dedicados à experimentação e à música independente. O palco deixa de ser apenas um lugar de apresentação e passa a ser território de encontro, formação e pertencimento”, curador e analista responsável pelas pautas de música do espaço.

O feminino como eixo no auge da trajetória que inicia aos quatro anos

O espetáculo se organiza também como discurso. A Arte é Mulher atravessa temas como liberdade, força, bem viver e brasilidade — não como manifesto explícito, mas como camada que se revela na escolha do repertório e na forma de estar em cena.

“Esse show vem sendo construído com muito cuidado, desde os arranjos até a energia que a gente quer trocar com o público”, diz Marcela. “Cantar no Quitandinha tem um significado especial para mim. É um lugar que carrega história — e poder apresentar ali um trabalho autoral, com uma banda tão afinada, me deixa ao mesmo tempo emocionada e muito pronta para esse encontro.”

Marcela canta desde os quatro anos — e há uma permanência nesse gesto inicial que atravessa sua trajetória. A formação veio junto com o tempo: técnica em canto pela Escola de Música Villa-Lobos, passagem pelo tradicional coral das Meninas Cantoras de Petrópolis e encontros marcantes com nomes como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Ivan Lins.

Mas é na maturidade — aos 37 anos e com mais de oito dedicados profissionalmente à música — que sua assinatura se consolida: um timbre reconhecível, afinação precisa e uma presença de palco que não se apoia em excessos, mas em intenção.

O show é um projeto contemplado pelo edital Fluxos Fluminenses da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro – SECEC RJ e também prevê uma apresentação dia 29, no Sesc Copacabana.

Serviço

Show: A Arte é Mulher
Artista: Marcela de Sá
Data: 24 de abril
Horário: 20h
Local: Café Concerto – Palácio Quitandinha – Centro Cultural Sesc
Duração: aproximadamente 1h20
Classificação: livre

Ingressos: São gratuitos e a retirada deve ser feita na bilheteria do Sesc Quitandinha, de segunda a sexta, das 10h às 17h.

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