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Desenrola Brasil pode tirar 13 mil de Petrópolis do SPC

CDL Petrópolis vê no programa chance de reativar crédito e aquecer comércio

Com o Brasil enfrentando o maior patamar de inadimplência de sua história recente, tanto entre consumidores quanto entre empresas, o novo ciclo do Desenrola Brasil surge como uma tentativa de destravar uma engrenagem econômica hoje pressionada pelo endividamento. De um lado, milhões de brasileiros buscam recuperar crédito e reorganizar a vida financeira; de outro, micro e pequenas empresas tentam ganhar fôlego para manter operações, investir e preservar empregos. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis (CDL), os dois movimentos caminham juntos e podem beneficiar diretamente o comércio com pelo menos 13 mil negativados na cidade voltando a recuperar crédito.

Levantamento do Serasa projeta que o programa tem potencial para tirar até 7,8 milhões de brasileiros da inadimplência até o encerramento desta fase. Caso as projeções se confirmem, o total de consumidores negativados no país deve recuar de 83,4 milhões para aproximadamente 75,6 milhões. Em Petrópolis, 9,35% dos 139 mil negativados podem limpar o nome e voltar a consumir.  A poucos dias de completar um mês neste terça (02), o Novo Desenrola Brasil já renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas e beneficiou mais de 1 milhão de pessoas em todo o país.

Números mostram que 65% das renegociações estão concentradas na Faixa 1, destinada à população com renda de até dois salários-mínimos, principalmente em dívidas ligadas ao consumo, como cartão de crédito, contas de água, luz e empréstimos pessoais. Após os descontos, que têm alcançado média de 83%,  o valor médio das dívidas renegociadas ficou em torno de R$ 1,2 mil.

Para Cláudio Mohammad, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, o impacto da recuperação financeira das famílias tende a ser sentido diretamente no comércio. “Muitas pessoas deixam de comprar itens essenciais ou adiam melhorias importantes dentro de casa por falta de crédito. Quando conseguem limpar o nome, voltam a ter acesso ao consumo de forma planejada e isso movimenta toda a economia local”, destaca.

Fôlego para pequenos negócios

Lançado também em 4 de maio, o Desenrola Empresas — voltado a negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões — já apresenta forte adesão em duas linhas: o programa Desenrola Pequenos Negócios alcançou a marca consolidada de R$ 5,4 bilhões em operações injetadas no setor produtivo nacional.

O montante global é liderado pelas renegociações e novos aportes do Pronampe, que somaram R$ 5,1 bilhões destinados a micro e pequenas empresas. Complementando o balanço, a linha ProCred 360 injetou cerca de R$ 300 milhões em contratos voltados a Microempreendedores Individuais (MEIs).

O programa permite substituir dívidas mais caras por novas linhas com garantias do governo federal, oferecendo condições ampliadas de renegociação. Entre elas estão carência de até 24 meses para início do pagamento, prazo total de até 96 meses e ampliação do limite de crédito do Pronampe, que passou de R$ 250 mil para R$ 500 mil por CNPJ.

Outro ponto destacado pelo setor empresarial foi o aumento da tolerância à inadimplência para acesso a novos financiamentos, que subiu de 14 para 90 dias. “Muitas vezes uma empresa perde acesso ao crédito por atrasos pontuais e acaba entrando em um ciclo difícil de reverter. Programas de renegociação ajudam justamente a restabelecer essa capacidade financeira e dar continuidade às atividades”, afirma Cláudio Mohammad.

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