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Sindicato dos Rodoviários cobra reunião urgente para discutir impactos do despejo da garagem da TURP

Entidade encaminha ofício à CPTrans e ao interventor da empresa nesta quinta-feira (27/08) e quer esclarecimentos sobre os efeitos da decisão judicial na rotina e nos direitos dos trabalhadores
 
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis encaminha nesta quinta-feira (27/08) um ofício à Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) e ao interventor da TURP Transporte Urbano de Petrópolis, Junior Cezar Maurício Marinho, solicitando o agendamento, em caráter de urgência, de uma reunião para tratar dos possíveis impactos da ordem judicial de despejo da garagem da concessionária, localizada às margens da Rodovia BR-040, em Itaipava.
 
A entidade sindical pretende obter informações concretas sobre as providências que estão sendo adotadas diante da determinação da Justiça e, principalmente, sobre a forma como a desocupação do imóvel poderá repercutir diretamente sobre os trabalhadores que atualmente exercem suas atividades na TURP.
 
Duante desse cenário o Sindicato quer estabelecer um canal formal de diálogo com a CPTrans e com a intervenção da TURP. A preocupação da entidade não se limita à continuidade da operação do transporte público, mas envolve as consequências que uma eventual mudança de garagem ou alteração da estrutura operacional poderá produzir na vida profissional dos trabalhadores.
 
“O Sindicato está oficiando hoje, dia 27 de agosto, a CPTrans e o interventor da TURP porque entendemos que é vital que haja uma resposta clara e rápida sobre o que vai acontecer. Estamos falando de muitos trabalhadores que dependem diretamente dessa operação para o sustento de suas famílias. Não podemos esperar que uma decisão dessa dimensão seja executada sem que a categoria saiba quais serão os impactos sobre seus postos de trabalho, sua rotina e seus direitos”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis, Glauco da Costa.
 
Segundo o presidente, a entidade pretende discutir antecipadamente qualquer mudança que possa afetar os empregados, evitando que os trabalhadores sejam surpreendidos por alterações operacionais decorrentes da desocupação da garagem.
 
“Queremos saber qual é o planejamento da empresa e da intervenção. Se houver mudança de garagem, precisamos saber onde os trabalhadores vão se apresentar, como ficará o deslocamento, como será organizada a jornada e se haverá qualquer alteração nas condições de trabalho. Tudo isso precisa ser discutido com transparência e com a participação do Sindicato”, acrescenta Glauco.
 
 
Direitos trabalhistas estão entre as preocupações
Outro ponto que deverá ser levado à reunião diz respeito à preservação dos direitos trabalhistas. O Sindicato pretende acompanhar de perto qualquer medida que possa repercutir sobre contratos de trabalho, jornada, local de prestação dos serviços, condições de trabalho, benefícios e demais direitos assegurados pela legislação trabalhista e pelos instrumentos coletivos aplicáveis à categoria.
 
A entidade destaca que a eventual mudança da estrutura física utilizada pela concessionária não pode ser analisada exclusivamente sob a perspectiva operacional. Para os trabalhadores, uma alteração dessa natureza pode envolver questões relacionadas à organização das jornadas, aos horários de apresentação, ao deslocamento até o local de trabalho e às condições necessárias para o cumprimento das atividades.
 
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece o conjunto de normas que disciplina as relações individuais e coletivas de trabalho, enquanto as normas previstas em convenções e acordos coletivos também devem ser observadas nas relações entre empregadores e trabalhadores. Por isso, o Sindicato entende que qualquer medida com potencial de repercussão sobre a categoria precisa ser previamente esclarecida e analisada sob a ótica trabalhista.
 
A preocupação da entidade ganha relevância diante do histórico recente da TURP. Durante a intervenção, a Câmara Municipal chegou a acompanhar a situação dos trabalhadores e a cobrar a regularização de direitos trabalhistas, enquanto representantes do Sindicato relataram que problemas envolvendo a categoria ainda permaneciam sem solução.
 
Sindicato quer reunião o quanto antes
No ofício encaminhado nesta quinta-feira, o Sindicato solicita que o encontro seja marcado “com a maior brevidade possível”. A entidade se coloca à disposição para que a reunião seja realizada na sede do próprio Sindicato, na CPTrans ou nas dependências da TURP, conforme a conveniência dos envolvidos.
 
Para Glauco Paulino da Costa, o momento exige diálogo institucional e planejamento.
 
“O que o trabalhador não pode é ficar no meio de uma situação que envolve uma decisão judicial, uma empresa em intervenção e uma questão operacional que pode mudar completamente a dinâmica de trabalho. Precisamos sentar à mesa, receber as informações, saber quais são os planos e garantir que a legislação trabalhista e a convenção coletiva sejam respeitadas. O Sindicato está fazendo a sua parte e espera que CPTrans e intervenção também façam a parte delas”, afirma.
 
O presidente reforça ainda que a solicitação não tem como objetivo interferir na decisão judicial, mas garantir que os trabalhadores sejam considerados nas medidas administrativas e operacionais que vierem a ser adotadas.
 
“A questão judicial precisa ser tratada pelas partes e pelas instituições competentes. O nosso papel é defender os trabalhadores. Se a garagem precisar ser desocupada, queremos saber como isso será feito e quais consequências haverá para quem trabalha ali. É uma questão de responsabilidade, de transparência e, acima de tudo, de respeito à categoria”, conclui Glauco.
 
O Sindicato aguarda, agora, o retorno dos responsáveis para a definição de data, horário e local da reunião, que a entidade considera necessária para esclarecer os próximos passos e assegurar que os trabalhadores da TURP não sejam prejudicados pelas mudanças decorrentes da situação da garagem.

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