Projeto prevê 424 quilômetros e vai integrar dez municípios do Centro-Sul Fluminense
A integração entre turismo, história, natureza e desenvolvimento econômico está no centro do projeto Trilhas do Caminho Novo, circuito de cicloturismo que começou a ser implantado no Centro-Sul Fluminense. A primeira etapa foi inaugurada no último domingo (18), em Areal, com um percurso de aproximadamente 47 quilômetros entre o Parque Julioca e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Paraíba do Sul. Cerca de 150 ciclistas participaram da atividade.
Com extensão total prevista de 424 quilômetros, a rota deverá conectar dez municípios da região, criando novas oportunidades para o turismo e para os empreendedores locais. A proposta é estimular os visitantes a conhecerem as paisagens naturais, os atrativos culturais e religiosos e a história das cidades, além de ampliar o consumo de produtos e serviços oferecidos por estabelecimentos locais.
O projeto conta com o apoio do Sebrae Rio, da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) Centro-Sul Fluminense e das prefeituras envolvidas. A iniciativa vem sendo estruturada há cerca de três anos, com a participação de representantes do setor público, empreendedores e ciclistas que colaboram na identificação e organização dos trajetos.
A expectativa é que o circuito beneficie diferentes segmentos da economia, como pousadas, restaurantes, cafeterias, comércios, produtores rurais e prestadores de serviços. A ideia é transformar o cicloturismo em uma alternativa de desenvolvimento regional, capaz de atrair visitantes e estimular a permanência deles nas cidades que integram o roteiro.
Resgate histórico e expansão da rota
O nome do circuito faz referência ao Caminho Novo, antiga rota que ligava o Rio de Janeiro às regiões mineradoras de Minas Gerais. A proposta busca associar esse patrimônio histórico às experiências de turismo de natureza, gastronomia e cultura, valorizando as características de cada município.
Além de Areal e Paraíba do Sul, o projeto prevê a integração de Comendador Levy Gasparian, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Rio das Flores, Sapucaia e Três Rios.
A implantação completa, porém, ainda depende da estruturação dos diferentes segmentos da rota. Informações detalhadas sobre os prazos de cada trecho, os custos totais, a sinalização e a divisão das responsabilidades de manutenção não foram apresentadas nas informações públicas consultadas.
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