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Festival de Jongo leva cultura afro-brasileira às escolas públicas de Itaipava

O Projeto Festival de Jongo nas Escolas Públicas de Petrópolis chega ao 3º distrito, Itaipava, no dia 30 de outubro de 2025 (quinta-feira), com atividades nos turnos da manhã e da tarde. As ações serão realizadas nas escolas E.M. Darcy Correa da Veiga e E.M. Doutor Theodoro Machado, contemplando crianças e jovens da rede pública de ensino.

Idealizado e produzido pela produtora cultural Monica Valverde, o projeto tem como principal objetivo difundir a cultura afro-brasileira nas escolas municipais dos cinco distritos de Petrópolis, por meio de oficinas de Jongo — envolvendo música, toques e passos — e contação de histórias inspiradas no livro Griôs do Quilombo da Tapera. A equipe artística é formada por Monica Valverde, Deivid Preceito, Eva Lucia Casciano, Maria Eduarda Lacerda e Hillary Ribeiro.

A iniciativa teve início em setembro e já passou pelo primeiro e segundo distritos da cidade. Com duração de cinco meses, o projeto foi aprovado no edital de Fomento Cultural promovido pelo Instituto Municipal de Cultura e pela Prefeitura de Petrópolis, com recursos do Governo Federal e do Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Conta ainda com o apoio do Fundo de Cultura e da Secretaria Municipal de Educação.

O Festival de Jongo é uma realização conjunta do Ministério da Cultura, Governo Federal, Afro Serra e Monica Valverde, reafirmando o compromisso com a valorização das tradições afro-brasileiras. O coletivo Afro Serra, que completa 12 anos de atuação em 2025, é reconhecido como Ponto de Cultura pelo MinC desde 2024 e mantém sua sede no bairro Mosela.

O projeto foi lançado no dia 28 de agosto, durante o evento Energia para Ler, promovido pela Enel, reunindo estudantes de várias escolas da cidade. Na ocasião, a contadora de histórias Eva Lucia Casciano, do Quilombo da Tapera, conduziu um encontro cultural seguido de oficinas de percussão e dança de Jongo, ministradas por Deivid Preceito, Maria Eduarda Lacerda, Hillary Ribeiro e a jongueira Monica Valverde.

O Jongo, manifestação cultural afro-brasileira reconhecida como patrimônio imaterial pelo IPHAN, tem ganhado destaque em Petrópolis graças ao trabalho do Afro Serra. Em 2025, o grupo conquistou importantes marcos legais: a Lei nº 9.003/25, que reconhece o Jongo como Patrimônio Cultural Imaterial de Petrópolis, e a Lei nº 9.071/25, que institui o Dia Municipal do Jongo (16 de outubro) e a Semana Municipal do Jongo, em homenagem ao jongueiro Jamil Sidney Lopes Neves.

Além de preservar e difundir a tradição, o projeto contribui para o cumprimento da Lei Federal nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio.

📞 Contatos e inscrições: (24) 9 8189-3999

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