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Páscoa mais cara: preços de ovos sobem mais de 26% e exigem pesquisa do consumidor

Consumidores que pretendem manter a tradição de presentear amigos e familiares com ovos de Páscoa vão encontrar preços mais altos neste ano. O reajuste já ultrapassa 26%, reflexo direto da valorização do cacau no mercado internacional. Levantamento da Secretaria de Defesa do Consumidor e do Procon-RJ aponta ainda variação de até 160% nos preços de produtos típicos da data em todo o estado.
Diante desse cenário, a recomendação é pesquisar antes de comprar e, sempre que possível, antecipar as aquisições – inclusive em lojas virtuais – para garantir economia. A menos de 15 dias da Páscoa, um levantamento realizado, considerando as marcas populares evidenciou diferenças expressivas de preços. O ovo Nestlé Classic (199 g), por exemplo, pode ser encontrado entre R$ 52 e R$ 75. Já o Lacta Trakinas (190 g) varia de R$ 59,99 a R$ 69,99. O Sonho de Valsa (277 g) parte de R$ 48 e chega a R$ 66, enquanto o Talento (350 g) oscila entre R$ 71,99 e R$ 95,90. O tradicional Baton (204 g) custa de R$ 69,99 a R$ 74,45.
Para quem busca alternativas mais econômicas, as velhas caixas de bombons seguem como opção, embora também tenham registrado aumento em relação ao ano passado. A caixa Especialidades (250 g), por exemplo, varia entre R$ 11,99 e R$ 15,99. Já a caixa Garoto (250 g) pode ser encontrada de R$ 12 a R$ 16,99, enquanto a Lacta (250 g) custa entre R$ 12 e R$ 15,99.
Reticentes, consumidores ouvidos relataram que vão aguardar promoções de última hora além de priorizar as crianças na hora de presentear. O cuidado não é em vão: enquanto ovos clássicos têm preços variáveis, opções com personagens infantis chegam a superar R$ 100,00 a R$ 180,00, dependendo do “brinde”.

Ovos artesanais
Produzir os próprios chocolates pode ser uma saída para economizar, mas também exige atenção aos custos. A barra de chocolate de 1 kg varia entre R$ 60 e R$ 87, podendo ultrapassar R$ 100, dependendo da marca. Além disso, entram na conta gastos com formas, embalagens e outros materiais. Ainda assim, a prática pode se tornar uma atividade em família. A lojista Rosilene Moreira, de 47 anos, destaca o aspecto afetivo da tradição. “Aproveitamos para testar receitas e preparar embrulhos bonitos para presentear. No fim, além de economizar, é um momento de lazer com as crianças”, afirmou.

Comércio
Segundo comerciantes de Petrópolis, as vendas ainda não atingiram o pico esperado, mas a expectativa é de crescimento nos dias que antecedem a Páscoa. Para o setor, a data segue entre as mais importantes do calendário, com impacto direto no faturamento do período.

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